quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Maré alta..


Volta e meia me sinto como maré alta, indo e vindo com violência de um ponto a outro incessantes vezes. Parece que não aprendo a me arrepender disso. Seria minha punição estar eternamente subordinada aos meus próprios caprichos?

Se for, julgo como uma punição, a mais divertida que poderia me caber. Gosto de retornar ao zero depois de contar até 10. É para poder sentir a mesma excitação, tudo de novo.


Se não for capricho, mas sim um vício, uma necessidade fisiológica e mortal, eu diria que ser maré alta reduz meus riscos de vida. Assim sendo, uso do mesmo percurso até chegar na areia, sã e salva.

Essa semana, descobri que ser maré alta pode me levar muito longe, muito mais além do pós mar. Nunca fui tão fundo sendo eu mesma, maré alta e dúbia que sou, nunca precisei tanto contar de zero até ao infinito para poder retardar um pouco o caminho de ida, sendo mais feliz na volta. Quanto mais distante meu ponto de chegada, mais intensa é minha partida.

Eu poderia ser sempre onda cheia, pesada mesmo, não me importaria com a violência do quebra-mar que, por vezes, vem a machucar. Seria forte, cristalina, pronta para seduzir qualquer embarcação no meu levar. E sendo sincera, apesar de tantas ilusões marítimas e contos de pescadores, ainda assim eu permaneceria sendo maré alta submissa a um só capitão, pois afinal, meu destino é sempre retornar ao zero.

Um comentário:

Anônimo disse...

VADIA DEMAIS TU!! AFFF


Laenia