terça-feira, 25 de setembro de 2012

Viveberância..


Qualquer que seja a mudança iminente, já sou viciada nela. É o que move minhas engrenagens, o que me instiga a relutar sobre o comodismo de viver.Se isso for algum tipo de patologia, uma fobia de "estar como sempre" ou um vício em "menos do mesmo", não tenho noção de cura.

E apesar de variar de curso 40 vezes ao dia, 280 vezes por semana, 1.120 vezes ao mês e exatas 13.440 vezes ao ano, confesso que tenho a habilidade de me prender a detalhes para guardar como uma saudade grande do que tenho a cada dia.

Sim, eu me prendo a sensações ruins, situações lamentáveis e dolorosas, mágoas continentais, e o faço para no fim do expediente estar exausta de mim e do mundo, pois depois da exaustão, vem o prazer, depois do prazer, vem a plenitude, e depois da plenitude, saberei eu que estou viva.

Tudo o que eu faço é para poder me sentir viva. Mudo, transcendo, retenho, prendo, tudo pelo trunfo de estar viva e ter essa certeza de.

A partir de hoje vou escrever um livro sobre cada dia que passa por mim, o qual me torna objeto desse, e o título será "viveberância" para combinar com o objeto dito. E eu prometo que vai ser divertido.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Maré alta..


Volta e meia me sinto como maré alta, indo e vindo com violência de um ponto a outro incessantes vezes. Parece que não aprendo a me arrepender disso. Seria minha punição estar eternamente subordinada aos meus próprios caprichos?

Se for, julgo como uma punição, a mais divertida que poderia me caber. Gosto de retornar ao zero depois de contar até 10. É para poder sentir a mesma excitação, tudo de novo.


Se não for capricho, mas sim um vício, uma necessidade fisiológica e mortal, eu diria que ser maré alta reduz meus riscos de vida. Assim sendo, uso do mesmo percurso até chegar na areia, sã e salva.

Essa semana, descobri que ser maré alta pode me levar muito longe, muito mais além do pós mar. Nunca fui tão fundo sendo eu mesma, maré alta e dúbia que sou, nunca precisei tanto contar de zero até ao infinito para poder retardar um pouco o caminho de ida, sendo mais feliz na volta. Quanto mais distante meu ponto de chegada, mais intensa é minha partida.

Eu poderia ser sempre onda cheia, pesada mesmo, não me importaria com a violência do quebra-mar que, por vezes, vem a machucar. Seria forte, cristalina, pronta para seduzir qualquer embarcação no meu levar. E sendo sincera, apesar de tantas ilusões marítimas e contos de pescadores, ainda assim eu permaneceria sendo maré alta submissa a um só capitão, pois afinal, meu destino é sempre retornar ao zero.

domingo, 16 de setembro de 2012

Pista..

Bom dia para quem algum dia deu a chance para si de se permitir. É simples: você percebe as coisas boas ao redor, você larga o medo dessas, você as aceita, e por fim, num suspiro último, você as abraça. É assim que devem ser as histórias de vida.

As oportunidades novas podem não ser aquelas que você tanto esperou e ambicionou, porém, talvez, quem sabe, sejam essas que farão sua felicidade completa. Abrir a porta para mundos novos é desestruturar velhas expectativas.

Seria "desapegar de sonhos antigos e substituí-los por outros"? Sim, talvez. Seria "descartar realizações devido a algumas dificuldades"? Quem sabe. Prefiro ficar no time de quem prefere ter o coração livre para experiências não programadas.

Quão difícil é deixar passar os próprios desejos e se jogar na pista apostando em qualquer negócio..

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Sobre conquistas..


Talvez eu não pudesse ser tão feliz de uma vez só, porque faz mal ao ego, mas confesso que também não haveria sensação melhor dentro de mim.

2012 me reservou os melhores presentes. Ganhei umas 10 vezes no mesmo cassino, rodada por rodada, bati o lance alto e apostei sem duvidar. Estou milionária e o prêmio é satisfação pessoal.

Sabe quando você olha para trás e toma para si a consciência de ''então quer dizer mesmo que tudo valeu a pena''? Pois é. Essa percepção também faz parte do meu prêmio.

Eu que um dia já chorei no ombro de (poucos) amigos ao lamentar quão mesquinha a vida fora comigo por tantos anos, estou aqui, queimando a língua devido à tantas voltas vitoriosas na roleta.

Só em 2012, veja bem, adiantei meu 3° ano do ensino médio e não precisei nem concluí-lo. Passei no vestibular duas vezes numa universidade federal. Terminei a eternidade do meu curso de inglês para o TOEFL (e pode apostar que estou orgulhosa disto), estou concluindo, enfim, o cansativo e custoso curso de francês. Vou me formar em 2 áreas que me encantam, e por conseguinte, ter 2 diplomas, no mínimo, até meus 21 anos de idade (o que é extremamente excitante e tentador à minha ambição!!). Vou completar 18 anos em 2 dias (sabem quão significativo isso é para mim????? eu cheguei a esperar uma vida por essa data..hahaha).Vou tirar minha carteira e comprar meu carro. Emagreci tri loucamente e mudei por completo meu estilo de vida ao ponto de ter plena satisfação e felicidade pelo corpo que tenho. Em dezembro vou ter a tradicional formatura do colégio no qual estudei e que sempre sonhei em ter. O melhor e mais belo vestido, no melhor e mais amado corpo, na melhor e mais branca paz de espírito.

Talvez quem leia esse post pense: ''nossa, quanta soberba, quanta besteira.''. Pouco me incomodo com os possíveis julgamentos e dedos apontados e sabe porquê? Porque eu olho para trás, lembro de todo as dificuldades e inseguranças e penso: Então quer dizer mesmo que tudo valeu a pena? Pois é.

Realmente eu não poderia ser mais feliz.