domingo, 26 de agosto de 2012

acreditando..

Sabe, eu dediquei um semestre inteiro em acreditar que tomaria posse da pessoa mais especial desse universo. Sim, sim, falo de posse mesmo. Ele pertenceria a mim, e eu pertenceria a ele como encaixes simétricos e ajustados; como uma vida só. Não importa o tempo corrido: poderia ser hoje, amanhã, 10, 15, 20 anos; acreditei que reencontraria minha pessoa especial e me tornaria uma só com ele.

Eu nunca fui uma pessoa muito convencional, não é? Banquei a pose de rebelde sem causa e consequência por anos a fio e agora, imagine você que transmutei ao ponto de pensar (e desejar com todas as forças) em casar, ter filhos, ser feliz com essa criatura.

Não sei se foi ele quem mudou minha percepção (abrindo espaço para dúvidas sobre a firmeza da minha personalidade) ou eu que topei com a pessoa certa, aquela que revolucionaria minha visão reta (abrindo espaço para comentários sobre a superioridade desse ser).

Acreditei plenamente em tudo o que eu não confiava até 6 meses atrás. ''Fui sincero como não se pode ser'' N vezes e seria de novo e de novo, repetidamente porque eu acreditei e ainda acredito no que quero. Não só quero; preciso.

E por mais distante que possa ser (e confesso que é), eu não consigo desacreditar em mim. Não tem meio de desacreditar numa coisa tão certa (na minha cabeça, claro).

Acreditando cegamente em mim, por mais doloroso e difícil que seja.

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