domingo, 26 de agosto de 2012

acreditando..

Sabe, eu dediquei um semestre inteiro em acreditar que tomaria posse da pessoa mais especial desse universo. Sim, sim, falo de posse mesmo. Ele pertenceria a mim, e eu pertenceria a ele como encaixes simétricos e ajustados; como uma vida só. Não importa o tempo corrido: poderia ser hoje, amanhã, 10, 15, 20 anos; acreditei que reencontraria minha pessoa especial e me tornaria uma só com ele.

Eu nunca fui uma pessoa muito convencional, não é? Banquei a pose de rebelde sem causa e consequência por anos a fio e agora, imagine você que transmutei ao ponto de pensar (e desejar com todas as forças) em casar, ter filhos, ser feliz com essa criatura.

Não sei se foi ele quem mudou minha percepção (abrindo espaço para dúvidas sobre a firmeza da minha personalidade) ou eu que topei com a pessoa certa, aquela que revolucionaria minha visão reta (abrindo espaço para comentários sobre a superioridade desse ser).

Acreditei plenamente em tudo o que eu não confiava até 6 meses atrás. ''Fui sincero como não se pode ser'' N vezes e seria de novo e de novo, repetidamente porque eu acreditei e ainda acredito no que quero. Não só quero; preciso.

E por mais distante que possa ser (e confesso que é), eu não consigo desacreditar em mim. Não tem meio de desacreditar numa coisa tão certa (na minha cabeça, claro).

Acreditando cegamente em mim, por mais doloroso e difícil que seja.

Sobre o retorno e a programação...

Esqueci de mim. Esqueci de que sou uma pessoa menos atropelada quando escrevo aqui. Esqueci de quanta liberdade minhas mãos são capazes de arrastar para casa quando digo o que preciso dizer.

Foram alguns meses sem qualquer estímulo para papear com vocês (ou no caso, comigo mesma). Obviamente, foram meses sufocada, um bom período perdida, confusa sobre quem sou e o que quero para mim.

Nesse meio tempo já descobri o que eu quero carregar por toda a vida umas dez milhões de vezes. Toda manhã tenho a certeza mais profunda de que nunca estive tão objetiva sobre minhas realizações. Talvez isso seja amadurecer, não é?

Agora não é mais uma interrogação andando em círculos. É uma interrogação caminhando para o norte (ou pelo menos tentando e desejando muito)  e metamorfoseando-se, na verdade, em exclamação. Chega de questões, de dúvidas, de dívidas. Estou mais para uma exclamação longilínea e certeira correndo na direção do poço das vontades que uma interrogação gordinha e cabeçuda.

Não tenho mais o que pensar. Talvez seja por isso que eu parei de escrever aqui, entende? minha vida e meu comportamento mudaram de um jeito que minha forma de escrever precisou ser reescrita. Passou por avaliações de cunho psíquico, teste físico, prova objetiva (não exatamente nessa ordem, é verdade), mas o fato é que participei de um programa secreto do governo, no qual desaprendi a escrever sobre utopia, abstração, dor, amor e irrealização. Fui programada para escrever só e somente, eu diria, sobre determinação em querer cada vez mais ser (e ter) o melhor. Programada para desejar mais e mais. (O que não é muito difícil para um ser humano; destinado a confundir a própria alma com o ego).

Eu diria que essa nova postura me condicionou a ser uma pessoa melhor, porém não sei se mais feliz.Se estou certa ou errada, daí são outros quinhentos que preciso avaliar. Quem disse que nova programação não precisa de reajuste, não é?

Retornando à casa.
Bem-vindos, juntos comigo.