sábado, 9 de junho de 2012

diminutando..

Acho que sempre quis muito pouco para mim, apesar de vislumbrar demais.

Sempre pouco, sempre só um pouco de atenção, sempre só um pouco de zelo, sempre só um pouco de respeito, pouco de carinho, pouco de amigos, sempre, sempre muito pouco como se o pouco a pouco somasse o demasiado e, firmasse assim, minha vida.

Imagina uma vida preenchida pelos restos dos outros. Migalha do pão mordido por bocas que nunca me fizeram sentido.

Engraçado que quando falo de boca, lembro de "toco a sua boca com um dedo, toco o contorno da sua boca, vou desenhando essa boca como se estivesse saindo da minha mão, como se, pela primeira vez, a sua boca entreabrisse, e basta-me fechar os olhos para desfazer tudo e recomeçar''. Daí me vem uma vontade súbita de beijar todas as bocas do mundo, porém, automaticamente, num estalo de consciência lembro também que todas as bocas do mundo são muito, e eu só vivo de pouco; logo não seria capaz de beijá-las mesmo se desejasse profundamente. 

Nem se pedisse, berrasse, quisesse de verdade.. só conseguiria reconhecer ainda assim  que é diminuto.
Síndrome da pequinês detectada. 

3 comentários:

Anônimo disse...

tanta pequinês é transparecida na forma que tu escreve. *só que ao contrário, rs* VIADA!


Laenia. Sua linda, sua fofa.

Anônimo disse...

ps: corrigindo: *da sua linda, da sua fofa. hehehe* -q

Waltin Sousa disse...

afffffffffff maria, mamãe d DEUSSS!
eis-me aq, a mercê d ti, louco pra mode prová os doces q há em ti!
pois q direi?
se no eco d sua síndrome d pequinês, enxergo deslumbrado, o + perfeito diamante bruto! sendo lapidado pelas virtudes q só os lordes, tem...
assim como a rosa, anseia pelos beijos do beija-flor!
saciar-me-ei o doce nécta, das virtudes + perfeitas, q só vc tem!
sou teu fã!
beijos 1000!