sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

tremulando..

Não sei descrever a imagem que se repete na minha mente, mas falo as palavras chaves baixinho para você montar o nosso curta-metragem.

eu. noite. banda preferida. você. câmera. blusa de bolinha. vento. joelho arranhado. chão frio. abraço na escadaria.

Agora a sequência de trás para frente, para não perdermos nenhum detalhe:

abraço na escadaria. chão frio. joelho arranhado. vento. blusa de bolinha. câmera. você. banda preferida. noite. eu.

Gostei tanto desse amor que fico incomodada de confessar. Esse gostar sereno ocupava outrora só o peito, mas agora, o corpo inteiro. O sorriso meio torto que me percorreu de ponta a ponta naquela noite ainda fazem cócegas no meu estômago. Fico transitando entre a realidade e a nostalgia, vivendo num flash black de uma única cena de um momento não tão retrô assim.

Hoje, com o tempo corrido, consigo entender as palavras que não saíram nem da sua nem da minha boca, mas que fazem total sentido. Me pergunto se é normal precisar do subconsciente para se sentir vivo, por que sim; assumo minha total apatia frente ao que pudi sentir.

Depressão pós-felicidade, tristeza anti-realidade, tensão pré-memória ativa, o problema pode ser qual for que eu só irei me curar dos males do mundo no dia em que minha mão tremular sob a tua  novamente.

Um comentário:

Waltin Sousa disse...

affffffff maria, mamãe d DEUSSSS!
pois q direi, eu?
uma cena inusitada?
1 fril subindo espinha acima.
uma apixão inesperada?
o ceu da boca molhando, o nó, da goela seca!
1 S2 não trota, galopando corre rumo a nobre paixão!

vim tv!
tv!
bjos!
fui!