quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Sobre rotina, carinho, saudade.

Peça, O Cortiço - 2011
Desfile 07 de setembro - 2011
Na Avenida 
Viagem - 2° ano - 2011
Dunas..
Praia das Fontes
Última Semana Cultural. Mural Histórico!
~VAMOS VIAJAR, VAMOS VIAJARR~
2011..
Vitória!
o melhor de mim s2
Serra de Pacatuba - 2011
Subida da Serra de Pacatuba
foto clássica de formação de pelotão! rs
Os melhores que eu poderia encontrar no caminho..
~E TRÊS AMIGAS SE ABRAÇAVAM DE SE TRANSBORDAR!~
8° SÉRIE! rs - 2008

Park! 2010
7° ou 8° ano? UAHSUSHSU morri
Ensaio para a Semana Cultural.
Formatura 9° ano - 2009
1° ano! :)
MELHOR professora! - 2010
meus amores! nhoww
Águas Belas..
FAEEEL! S2
2008..


Não sei por onde começar. 

Imagine você com 7 anos numa bela manhã visitando seu novo colégio sem a menor pretensão de um dia se sentir bem naquele local. Vamos combinar que um Colégio Militar é algo, no mínimo, assustador para uma criança. Quem dirá.. para mim; uma revolucionária de fachada.

Lá vem a primeira farda, a primeira boina, a primeira formatura, o primeiro juramento, a 1° série, o primeiro monitor, o primeiro mérito disciplinar, a primeira patente, o primeiro reconhecimento, os primeiros amigos (vale ressaltar que são primeiros e por toda a vida), o primeiro desfile na avenida... daí junta tudo isso, joga no liquidificador. Vira rotina que vira comodidade que vira tédio.. que vira paixão.

Fazendo o saldo positivo após 10 anos você descobre: não teria lugar melhor para crescer. Foram 10 anos estudando no mesmo colégio, encarando os mesmos rostos, as mesmas cerimônias. São 10 anos de uma vida que, na verdade, só existe a 17.  Uma década inteira dedicada ao seu amor maior, o Colégio Militar do Corpo de Bombeiros.

Imagine também que o CMCB só tem 13 anos (14, em abril de 2012) e que assim sendo, você cresceu nele e viu ele crescer contigo. Vocês foram o melhor de vocês, juntos.

E por quantas vezes questionado sobre "e por que você não aceita uma bolsa de um colégio particular? você tem potencial, era bom para você lapidar isso'' ? E por quantas vezes teve como resposta: "eu acredito em mim e no meu colégio''. Daí, foi feito. Acreditei em mim e naqueles que me ensinaram a ser gente. 

Então, agora imagine você fazendo ENEM no 2° ano sem a menor pretensão de alcançar uma nota digna. Seria só um teste, um treino para o ano decisivo da sua (no caso, 3° ano). Mas você passa no vestibular e tudo vira de ponta cabeça.

Confesso que não estava preparada para 'abandonar' o CMCB assim, tão de repente. Talvez eu tenha sonhado demais com o último ano, idealizado demais a glória de terminar o ensino médio com todos os rituais possíveis de colégio militar: são joão, formatura, vestido vermelho,  cerimônia oficial, placa de conclusão, pular na piscina.. tudo o que assisti por anos consecutivos e esperava ansiosa por acontecer comigo. E não é só um mimo de "aproveitar o 3° ano". É terminar um ciclo no lugar certo com as pessoas certas.

Abandonar.. Abandonar amigos! Imagine você, que difícil! pessoas tão especiais que marcaram anos e anos em diversos momentos. Amigos verdadeiros, com os quais contrui uma história, um sonho. Mais doloroso.. impossível.

Talvez para a grande maioria, sair do colégio não representa muita coisa. Mas também deve ser porque a grande maioria não estudou em um colégio militar e não tem apego à tradição. Quem dirá sair de um colégio MILITAR fora de hora.. para mim, é o fim. Trágico demais para uma rebelde sem causa.

Sendo eu uma pessoa convencional, arcaica, obsoleta, MILITAR ou não.. jamais esquecerei do CMCB e do que construi lá dentro. E o que é sólido, leva-se para a vida toda em mente. E é com orgulho que eu digo que sou Aluna do Colégio Militar do Corpo de Bombeiros, de coração.

~

e sim, eu não sei selecionar fotos. Escolho uma, duas, três.. e quando vi.. todas. rs

Um achado de 2011.



Talvez eu não escreva a quantidade de folhas que você me escreveu.
Talvez eu não te emocione como você me emocionou.
Talvez eu não faça um terço daquilo que você faz por mim todos os dias.
Talvez eu não fale sobre amor, carinho e amizade como você fala com toda a licença poética necessária.
Talvez eu não te cante as músicas mais bonitas,
Talvez eu não tenha lembranças em pedaço de folha de caderno para te devolver,
Talvez eu não seja justa com seu amor,
Talvez eu nem saiba o que é amor..
Mas o fato é que, “bem aqui desse lado, alguma coisa pulsa por você.”

Eu não sei ser fofinha o suficiente (nem em cartas), mas acho que sei valorizar quem está ao meu lado. Seria clichê dizer que você pode contar comigo para qualquer coisa nessa vida; clichê também seria dizer o quanto te quero bem e o quanto prezo sua amizade. Redundante é pôr aqui todas as coisas que sinto e transparecem quando olho para você.  Óbvio é colocar em palavras tão pouco tempo de convivência desproporcional a quantidade de afeto. Repetitivo é te amar cada vez mais e mais..
Obrigada por ser a criatura mais sensível, linda e intensa que carrego na minha vida!

~
encontrei isso perdido nas minhas coisas. É um bilhete para a melhor lembrança de 2011! A melhor amiga do mundo :)) Luh S2

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

recado de início de ano.

Sabe o que pode me irritar profundamente?

Quando esperam de mim um posicionamento nobre; condescendente com o bem-estar alheio ou até mesmo com o pacto de verdade sobre a situação. Por qual motivo me faria refém da satisfação de um outra pessoa que não seja a minha?

Cobram uma benevolência que só encontra-se na bíblia, uma virtude que poucos filósofos e santos tiveram o ímpeto de estudar. Ninguém precisa sorrir para ficar bonito na fotografia, como também não preciso ser coerente, espetacularmente correto para tomar ações.

Se uns têm dificuldade de assumir as próprias vontades, outros tantos poucos como eu se erguem sob a coragem de encarar a si mesmo. E para isso não sou bondoso com quem quer que seja.

Cheio de falhas e estupidez, com toda a certeza, porém não preciso me manter na cômoda linha do parasitismo: existindo na vida pelos demais.

tremulando..

Não sei descrever a imagem que se repete na minha mente, mas falo as palavras chaves baixinho para você montar o nosso curta-metragem.

eu. noite. banda preferida. você. câmera. blusa de bolinha. vento. joelho arranhado. chão frio. abraço na escadaria.

Agora a sequência de trás para frente, para não perdermos nenhum detalhe:

abraço na escadaria. chão frio. joelho arranhado. vento. blusa de bolinha. câmera. você. banda preferida. noite. eu.

Gostei tanto desse amor que fico incomodada de confessar. Esse gostar sereno ocupava outrora só o peito, mas agora, o corpo inteiro. O sorriso meio torto que me percorreu de ponta a ponta naquela noite ainda fazem cócegas no meu estômago. Fico transitando entre a realidade e a nostalgia, vivendo num flash black de uma única cena de um momento não tão retrô assim.

Hoje, com o tempo corrido, consigo entender as palavras que não saíram nem da sua nem da minha boca, mas que fazem total sentido. Me pergunto se é normal precisar do subconsciente para se sentir vivo, por que sim; assumo minha total apatia frente ao que pudi sentir.

Depressão pós-felicidade, tristeza anti-realidade, tensão pré-memória ativa, o problema pode ser qual for que eu só irei me curar dos males do mundo no dia em que minha mão tremular sob a tua  novamente.