quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Pontuando..


Não sei por quantos pontos finais é necessário transpor até chegar no fim da linha. Só sei que aqui estou. ponto.

Imaginava ser mais difícil deixar no passado aquilo o que já a ele pertence. Pensei que seria impossível sair com sanidade das amarrações da própria mente e das mãos de terceiros. ponto.

Mas foi engano. ponto.
Foi equívoco. ponto.

Insisti piamente na irrealidade, e agora; por agora a realidade com a qual fui presenteada me faz mais feliz. ponto.

Não acredito no acaso da sucessão dos fatos. Se um dia eu sofri queimaduras tão graves que nunca largarão meu corpo, hoje estas são cuidadas por mãos divinas, mãos que já amo e que cobrem minhas marcas em forma de conchinha, me fazendo esquecer. ponto.

Já havia dito que toda dor é necessária e tenho mais e mais convicção disso a cada minuto de vida. Através dela, posso enxergar o valor de novos parágrafos, e esqueço o roteiro, e faço meu remake pessoal. ponto.

E essas novas mãos que me cercam também cobrem minha boca, meus olhos, passeiam entre minhas pernas, tomam por completo minha atenção. ponto.

Tenho poucos e pequenos resquícios  de quem fui antes de encontrar essas mãos. Hoje me limito a pertencer como objeto das mãos que me aparam, e assim, nunca estive tão segura. ponto.

Não tenho medo do fogo na minha pele mais uma vez. Pretendo me arriscar. Nunca apostara tão alto antes; agora, pago para ver as chamas, e apesar de desconfiar da qualquer má intenção vinda das mãos que me sossegam, confesso estar preparada para eventuais acidentes. ponto.

Hoje analiso o que vivi e sei o quanto as cicatrizes me tornaram mais forte, preparado para ser cria do toque leve que levo no rosto. Vejo que era então tudo um teste. Meus temores foram fundamentais para a construção do bem que faço e recebo das mãos que escolhi para mim, escolha esta que não poderia ser mais certa. E ponto não, continuação perpétua.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Carta de até logo..

Não sei ao certo o motivo da obsessão pelo fracasso infindo que me sustenta. Não tenho causa e evito as consequências sobre o que me sucedeu nos últimos meses, porém, ainda assim, sou vítima dessa nostalgia.

Outro dia, numa conversa informal com um amigo, percebi que eu não lembro de mais ninguém antes de você. É verdade: não tenho referência da própria vida antes de te conhecer. Uma história, um rosto, um nome qualquer, tudo e nada são um só e se mantêm sem representatividade depois que sai da zona de superficialidade humana e descobri um alguém real.

Sei que nunca seria tão feliz se o desenrolar dos fatos mudasse de curso. Tenho a certeza de que jamais desejaria outro rumo para a mais linda história de amor que eu poderia ter vivido.

Agradeço todos os dias à todas as noites as quais eu me permiti, sem nenhuma vergonha, ser somente eu, contigo.

Agradeço também à você, que me acolheu na sua história, que me abraçou em braços largos e lações apertados (e confesso; os quais são impossíveis de desatar).

Agradeço à intermediadora desse encontro tão Santo, quem abençoou, mas quem criou provações dolorosas para mim, pobre amante. E só aqui faço uma recriminação: deveria ter sido antes, muito antes de eu ser uma mulher, e ele, um homem. É como me peguei dizendo: eu gostaria, de fato e veracidade, de estar presente na história dele desde os primórdios.

Queria com todas as forças que disponho no meu ser, ter visto o seu nascimento e acompanhado seu trajeto, como um narrador observador que interfere na progressão textual só para dar um beijo na boca.

Eu queria ter sido a irmã, a prima distante, a vizinha, a melhor amiga, para ter o direito de estar por perto para sempre.

Eu nunca amarei uma pessoa a esse ponto; ao ponto do além homem, além sexo oposto, além pai dos meus filhos, além marido. Eu nunca amaria você além do ser humano que você é.

Hoje, agradeço até às lágrimas que derramei (e ainda derramo de saudade, como ao escrever essa carta), pois agora sei que toda a dor é necessária. Eu te falei isso uma outra vez, justificando minhas mágoas e você nem sequer notou que me referia a.. nós, com certeza e como sempre.

Eu devo ter falado uma coisa ou outra de ser sincera demais, entregue demais à todos aqueles que amo puramente. Falei também de nunca me arrepender por extrapolar amor assim, pois só fomos o que somos a partir do momento em que potencializamos o melhor de nossa essência.

Eu não sei se para você faz sentido o que ando dizendo por aí e por aqui, mas o fato é que para mim, tudo foi real. Fomos reais e iguais por um bom tempo, entretanto, se a vida tende à saudade para tornar ela própria uma poesia, me permito transcender a realidade que me basta.  Apesar de te guardar para sempre no peito, não sei se manterei a blindagem à corpos estranhos.

Agora, eu quero e vou te contar uma outra história. E dessa vez você terá que adivinhar do que estou falando.

E hoje eu te digo adeus, mas é só até amanhã, quando eu lembrar que é a ti que eu devo a origem da minha sensibilidade. E amanhã, com um pouco de dificuldade, você ainda será além de um grande amor passado, meu melhor presente do acaso.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Viveberância..


Qualquer que seja a mudança iminente, já sou viciada nela. É o que move minhas engrenagens, o que me instiga a relutar sobre o comodismo de viver.Se isso for algum tipo de patologia, uma fobia de "estar como sempre" ou um vício em "menos do mesmo", não tenho noção de cura.

E apesar de variar de curso 40 vezes ao dia, 280 vezes por semana, 1.120 vezes ao mês e exatas 13.440 vezes ao ano, confesso que tenho a habilidade de me prender a detalhes para guardar como uma saudade grande do que tenho a cada dia.

Sim, eu me prendo a sensações ruins, situações lamentáveis e dolorosas, mágoas continentais, e o faço para no fim do expediente estar exausta de mim e do mundo, pois depois da exaustão, vem o prazer, depois do prazer, vem a plenitude, e depois da plenitude, saberei eu que estou viva.

Tudo o que eu faço é para poder me sentir viva. Mudo, transcendo, retenho, prendo, tudo pelo trunfo de estar viva e ter essa certeza de.

A partir de hoje vou escrever um livro sobre cada dia que passa por mim, o qual me torna objeto desse, e o título será "viveberância" para combinar com o objeto dito. E eu prometo que vai ser divertido.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Maré alta..


Volta e meia me sinto como maré alta, indo e vindo com violência de um ponto a outro incessantes vezes. Parece que não aprendo a me arrepender disso. Seria minha punição estar eternamente subordinada aos meus próprios caprichos?

Se for, julgo como uma punição, a mais divertida que poderia me caber. Gosto de retornar ao zero depois de contar até 10. É para poder sentir a mesma excitação, tudo de novo.


Se não for capricho, mas sim um vício, uma necessidade fisiológica e mortal, eu diria que ser maré alta reduz meus riscos de vida. Assim sendo, uso do mesmo percurso até chegar na areia, sã e salva.

Essa semana, descobri que ser maré alta pode me levar muito longe, muito mais além do pós mar. Nunca fui tão fundo sendo eu mesma, maré alta e dúbia que sou, nunca precisei tanto contar de zero até ao infinito para poder retardar um pouco o caminho de ida, sendo mais feliz na volta. Quanto mais distante meu ponto de chegada, mais intensa é minha partida.

Eu poderia ser sempre onda cheia, pesada mesmo, não me importaria com a violência do quebra-mar que, por vezes, vem a machucar. Seria forte, cristalina, pronta para seduzir qualquer embarcação no meu levar. E sendo sincera, apesar de tantas ilusões marítimas e contos de pescadores, ainda assim eu permaneceria sendo maré alta submissa a um só capitão, pois afinal, meu destino é sempre retornar ao zero.

domingo, 16 de setembro de 2012

Pista..

Bom dia para quem algum dia deu a chance para si de se permitir. É simples: você percebe as coisas boas ao redor, você larga o medo dessas, você as aceita, e por fim, num suspiro último, você as abraça. É assim que devem ser as histórias de vida.

As oportunidades novas podem não ser aquelas que você tanto esperou e ambicionou, porém, talvez, quem sabe, sejam essas que farão sua felicidade completa. Abrir a porta para mundos novos é desestruturar velhas expectativas.

Seria "desapegar de sonhos antigos e substituí-los por outros"? Sim, talvez. Seria "descartar realizações devido a algumas dificuldades"? Quem sabe. Prefiro ficar no time de quem prefere ter o coração livre para experiências não programadas.

Quão difícil é deixar passar os próprios desejos e se jogar na pista apostando em qualquer negócio..

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Sobre conquistas..


Talvez eu não pudesse ser tão feliz de uma vez só, porque faz mal ao ego, mas confesso que também não haveria sensação melhor dentro de mim.

2012 me reservou os melhores presentes. Ganhei umas 10 vezes no mesmo cassino, rodada por rodada, bati o lance alto e apostei sem duvidar. Estou milionária e o prêmio é satisfação pessoal.

Sabe quando você olha para trás e toma para si a consciência de ''então quer dizer mesmo que tudo valeu a pena''? Pois é. Essa percepção também faz parte do meu prêmio.

Eu que um dia já chorei no ombro de (poucos) amigos ao lamentar quão mesquinha a vida fora comigo por tantos anos, estou aqui, queimando a língua devido à tantas voltas vitoriosas na roleta.

Só em 2012, veja bem, adiantei meu 3° ano do ensino médio e não precisei nem concluí-lo. Passei no vestibular duas vezes numa universidade federal. Terminei a eternidade do meu curso de inglês para o TOEFL (e pode apostar que estou orgulhosa disto), estou concluindo, enfim, o cansativo e custoso curso de francês. Vou me formar em 2 áreas que me encantam, e por conseguinte, ter 2 diplomas, no mínimo, até meus 21 anos de idade (o que é extremamente excitante e tentador à minha ambição!!). Vou completar 18 anos em 2 dias (sabem quão significativo isso é para mim????? eu cheguei a esperar uma vida por essa data..hahaha).Vou tirar minha carteira e comprar meu carro. Emagreci tri loucamente e mudei por completo meu estilo de vida ao ponto de ter plena satisfação e felicidade pelo corpo que tenho. Em dezembro vou ter a tradicional formatura do colégio no qual estudei e que sempre sonhei em ter. O melhor e mais belo vestido, no melhor e mais amado corpo, na melhor e mais branca paz de espírito.

Talvez quem leia esse post pense: ''nossa, quanta soberba, quanta besteira.''. Pouco me incomodo com os possíveis julgamentos e dedos apontados e sabe porquê? Porque eu olho para trás, lembro de todo as dificuldades e inseguranças e penso: Então quer dizer mesmo que tudo valeu a pena? Pois é.

Realmente eu não poderia ser mais feliz.

domingo, 26 de agosto de 2012

acreditando..

Sabe, eu dediquei um semestre inteiro em acreditar que tomaria posse da pessoa mais especial desse universo. Sim, sim, falo de posse mesmo. Ele pertenceria a mim, e eu pertenceria a ele como encaixes simétricos e ajustados; como uma vida só. Não importa o tempo corrido: poderia ser hoje, amanhã, 10, 15, 20 anos; acreditei que reencontraria minha pessoa especial e me tornaria uma só com ele.

Eu nunca fui uma pessoa muito convencional, não é? Banquei a pose de rebelde sem causa e consequência por anos a fio e agora, imagine você que transmutei ao ponto de pensar (e desejar com todas as forças) em casar, ter filhos, ser feliz com essa criatura.

Não sei se foi ele quem mudou minha percepção (abrindo espaço para dúvidas sobre a firmeza da minha personalidade) ou eu que topei com a pessoa certa, aquela que revolucionaria minha visão reta (abrindo espaço para comentários sobre a superioridade desse ser).

Acreditei plenamente em tudo o que eu não confiava até 6 meses atrás. ''Fui sincero como não se pode ser'' N vezes e seria de novo e de novo, repetidamente porque eu acreditei e ainda acredito no que quero. Não só quero; preciso.

E por mais distante que possa ser (e confesso que é), eu não consigo desacreditar em mim. Não tem meio de desacreditar numa coisa tão certa (na minha cabeça, claro).

Acreditando cegamente em mim, por mais doloroso e difícil que seja.

Sobre o retorno e a programação...

Esqueci de mim. Esqueci de que sou uma pessoa menos atropelada quando escrevo aqui. Esqueci de quanta liberdade minhas mãos são capazes de arrastar para casa quando digo o que preciso dizer.

Foram alguns meses sem qualquer estímulo para papear com vocês (ou no caso, comigo mesma). Obviamente, foram meses sufocada, um bom período perdida, confusa sobre quem sou e o que quero para mim.

Nesse meio tempo já descobri o que eu quero carregar por toda a vida umas dez milhões de vezes. Toda manhã tenho a certeza mais profunda de que nunca estive tão objetiva sobre minhas realizações. Talvez isso seja amadurecer, não é?

Agora não é mais uma interrogação andando em círculos. É uma interrogação caminhando para o norte (ou pelo menos tentando e desejando muito)  e metamorfoseando-se, na verdade, em exclamação. Chega de questões, de dúvidas, de dívidas. Estou mais para uma exclamação longilínea e certeira correndo na direção do poço das vontades que uma interrogação gordinha e cabeçuda.

Não tenho mais o que pensar. Talvez seja por isso que eu parei de escrever aqui, entende? minha vida e meu comportamento mudaram de um jeito que minha forma de escrever precisou ser reescrita. Passou por avaliações de cunho psíquico, teste físico, prova objetiva (não exatamente nessa ordem, é verdade), mas o fato é que participei de um programa secreto do governo, no qual desaprendi a escrever sobre utopia, abstração, dor, amor e irrealização. Fui programada para escrever só e somente, eu diria, sobre determinação em querer cada vez mais ser (e ter) o melhor. Programada para desejar mais e mais. (O que não é muito difícil para um ser humano; destinado a confundir a própria alma com o ego).

Eu diria que essa nova postura me condicionou a ser uma pessoa melhor, porém não sei se mais feliz.Se estou certa ou errada, daí são outros quinhentos que preciso avaliar. Quem disse que nova programação não precisa de reajuste, não é?

Retornando à casa.
Bem-vindos, juntos comigo.

sábado, 9 de junho de 2012

diminutando..

Acho que sempre quis muito pouco para mim, apesar de vislumbrar demais.

Sempre pouco, sempre só um pouco de atenção, sempre só um pouco de zelo, sempre só um pouco de respeito, pouco de carinho, pouco de amigos, sempre, sempre muito pouco como se o pouco a pouco somasse o demasiado e, firmasse assim, minha vida.

Imagina uma vida preenchida pelos restos dos outros. Migalha do pão mordido por bocas que nunca me fizeram sentido.

Engraçado que quando falo de boca, lembro de "toco a sua boca com um dedo, toco o contorno da sua boca, vou desenhando essa boca como se estivesse saindo da minha mão, como se, pela primeira vez, a sua boca entreabrisse, e basta-me fechar os olhos para desfazer tudo e recomeçar''. Daí me vem uma vontade súbita de beijar todas as bocas do mundo, porém, automaticamente, num estalo de consciência lembro também que todas as bocas do mundo são muito, e eu só vivo de pouco; logo não seria capaz de beijá-las mesmo se desejasse profundamente. 

Nem se pedisse, berrasse, quisesse de verdade.. só conseguiria reconhecer ainda assim  que é diminuto.
Síndrome da pequinês detectada. 

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Capitu renascendo das cinzas..

Minhas motivações são um tanto quanto controversas. Só dou o melhor de mim quanto o pior acontece. E quando dou meu melhor, dou todo meu conteúdo ruim também. Contrários que não se separam, metades que se completam em dúvidas.

Só não sei diferenciar qual a realidade que me aflige; mal de quem dissimula a própria vida. É Capitu renascendo das cinzas. A motivação vem daquilo que eu julgo crueldade do mundo para comigo; em outras palavras, todas as ações sociais direcionadas a mim. Falta discernimento para reconhecer o universo que meu mundo se depara no exato momento que abro os olhos; e o que é bom ou ruim fica a cargo da minha concepção falha e tortuosa sobre a realidade.

É como se eu fosse o centro da existência humana e o ímã da má sorte estivesse unido às minhas costas em forma de asa de anjo e eu nem saiba (jamais saberia). Os mais tristes sentimentos estão ao meu redor e os absorvo por difusão facilitada (Ou seria fruto da minha imaginação negra?)

Ser o animal mais primitivo da espécie me permite qualquer comportamento irracional, um simples movimento é aceito para considerar-se vivo. "Ser pulsante" eu sempre dizia, em latência, em verdade. Vivo, porém passivo da criação da sua mente, perdido em suposições de um pensamento doente.

Capitu fica de pé mas não sabe se anda passos para frente ou para trás.

quarta-feira, 21 de março de 2012

avanço ou retrocesso..

Bobinha é pouco. Não entendo como pode haver uma alma tão "pra frentex" e um coração tão medieval no mesmo corpo. Por que uma ambiguidade tão complexa coexistindo numa única existência??

Inventei mil desculpas para não levar a vida tão a sério, automatizei minha concepção de realidade, consegui atravessar todo o alvoroço com atitudes práticas..o que não significa ser imune às tentações emotivas.

Acho que já usei as mesmas palavras cerca de 1 milhão de vezes..mas o que fazer se a sensação sempre se repete?? Acabo virando o plágio de mim mesma num sentimentalismo abusivo.

Impossível não mergulhar de cabeça num romance de quinta categoria. Bom é conhecer o gosto da sarjeta, beijar o chão, lamber o asfalto e descobrir pouco a pouco que tem mais estrada pela frente.


E por mais que o meu discurso liberalista sobre os sete pecados seja irresistível (e completamente eloquente, diga-se de passagem), não posso esbarrar numa maior gentileza que tombo como uma tonta da década de 50. Me permito amar um Elvis por noite.. e com a despretensão, levo a sério essa tarefa.

Sinto o desequilíbrio do meio-fio de perto e continuo passando a língua, tateando com a boca, tudo para identificar minha posição no tempo e no espaço.

Afinal, de qual mundo veio minha cabeça.. 

passado ou futuro
avanço ou retrocesso..

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

lobo do homem..

''Temos três vidas: uma vivida, uma cobrada e uma desejada''

Escutei isso de uma professora de Literatura, mas nem lembro quem seja o poeta. Daí entrei em pânico ao perceber que essa concepção é fundamentada, de fato, na realidade. Por sinal, realidade mais minha do que nunca.

Difícil fazer escolhas tão definitivas. Passo largo demais para pernas curtas. Fico divida entre as grandes oportunidades e os grandes sonhos. E ainda assim, grandiosidade não é o problema. Se fosse o contrário; a falta de alternativa, mais perturbador seria a situação!

Querer e não poder, ter e não poder, optar e não poder... O que irritaria um ser humano ao ponto de implodir em questionamentos além dessa impotência??

Não sei explicar o que desejo, nem viver do jeito certo (ou cômodo), entretanto na parte do "ser cobrada", já sou PHD. Vem de mim a maior parte da pressão e ainda não encontrei um meio, uma válvula de escape qualquer que possa aliviar.

Muito doloroso ser o melhor para a sociedade e não ser o melhor de você. Thomas Hobbes disse ''O homem é lobo do homem" e eu não quis acreditar (no augue da minha inocência) e me ferrei. A subordinação que sempre condenei se voltou contra meus conceitos e já faço parte da brincadeira.

Daí, vou tentando, vou seguindo, procurando a vida que melhor se encaixa na minha.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Sobre rotina, carinho, saudade.

Peça, O Cortiço - 2011
Desfile 07 de setembro - 2011
Na Avenida 
Viagem - 2° ano - 2011
Dunas..
Praia das Fontes
Última Semana Cultural. Mural Histórico!
~VAMOS VIAJAR, VAMOS VIAJARR~
2011..
Vitória!
o melhor de mim s2
Serra de Pacatuba - 2011
Subida da Serra de Pacatuba
foto clássica de formação de pelotão! rs
Os melhores que eu poderia encontrar no caminho..
~E TRÊS AMIGAS SE ABRAÇAVAM DE SE TRANSBORDAR!~
8° SÉRIE! rs - 2008

Park! 2010
7° ou 8° ano? UAHSUSHSU morri
Ensaio para a Semana Cultural.
Formatura 9° ano - 2009
1° ano! :)
MELHOR professora! - 2010
meus amores! nhoww
Águas Belas..
FAEEEL! S2
2008..


Não sei por onde começar. 

Imagine você com 7 anos numa bela manhã visitando seu novo colégio sem a menor pretensão de um dia se sentir bem naquele local. Vamos combinar que um Colégio Militar é algo, no mínimo, assustador para uma criança. Quem dirá.. para mim; uma revolucionária de fachada.

Lá vem a primeira farda, a primeira boina, a primeira formatura, o primeiro juramento, a 1° série, o primeiro monitor, o primeiro mérito disciplinar, a primeira patente, o primeiro reconhecimento, os primeiros amigos (vale ressaltar que são primeiros e por toda a vida), o primeiro desfile na avenida... daí junta tudo isso, joga no liquidificador. Vira rotina que vira comodidade que vira tédio.. que vira paixão.

Fazendo o saldo positivo após 10 anos você descobre: não teria lugar melhor para crescer. Foram 10 anos estudando no mesmo colégio, encarando os mesmos rostos, as mesmas cerimônias. São 10 anos de uma vida que, na verdade, só existe a 17.  Uma década inteira dedicada ao seu amor maior, o Colégio Militar do Corpo de Bombeiros.

Imagine também que o CMCB só tem 13 anos (14, em abril de 2012) e que assim sendo, você cresceu nele e viu ele crescer contigo. Vocês foram o melhor de vocês, juntos.

E por quantas vezes questionado sobre "e por que você não aceita uma bolsa de um colégio particular? você tem potencial, era bom para você lapidar isso'' ? E por quantas vezes teve como resposta: "eu acredito em mim e no meu colégio''. Daí, foi feito. Acreditei em mim e naqueles que me ensinaram a ser gente. 

Então, agora imagine você fazendo ENEM no 2° ano sem a menor pretensão de alcançar uma nota digna. Seria só um teste, um treino para o ano decisivo da sua (no caso, 3° ano). Mas você passa no vestibular e tudo vira de ponta cabeça.

Confesso que não estava preparada para 'abandonar' o CMCB assim, tão de repente. Talvez eu tenha sonhado demais com o último ano, idealizado demais a glória de terminar o ensino médio com todos os rituais possíveis de colégio militar: são joão, formatura, vestido vermelho,  cerimônia oficial, placa de conclusão, pular na piscina.. tudo o que assisti por anos consecutivos e esperava ansiosa por acontecer comigo. E não é só um mimo de "aproveitar o 3° ano". É terminar um ciclo no lugar certo com as pessoas certas.

Abandonar.. Abandonar amigos! Imagine você, que difícil! pessoas tão especiais que marcaram anos e anos em diversos momentos. Amigos verdadeiros, com os quais contrui uma história, um sonho. Mais doloroso.. impossível.

Talvez para a grande maioria, sair do colégio não representa muita coisa. Mas também deve ser porque a grande maioria não estudou em um colégio militar e não tem apego à tradição. Quem dirá sair de um colégio MILITAR fora de hora.. para mim, é o fim. Trágico demais para uma rebelde sem causa.

Sendo eu uma pessoa convencional, arcaica, obsoleta, MILITAR ou não.. jamais esquecerei do CMCB e do que construi lá dentro. E o que é sólido, leva-se para a vida toda em mente. E é com orgulho que eu digo que sou Aluna do Colégio Militar do Corpo de Bombeiros, de coração.

~

e sim, eu não sei selecionar fotos. Escolho uma, duas, três.. e quando vi.. todas. rs

Um achado de 2011.



Talvez eu não escreva a quantidade de folhas que você me escreveu.
Talvez eu não te emocione como você me emocionou.
Talvez eu não faça um terço daquilo que você faz por mim todos os dias.
Talvez eu não fale sobre amor, carinho e amizade como você fala com toda a licença poética necessária.
Talvez eu não te cante as músicas mais bonitas,
Talvez eu não tenha lembranças em pedaço de folha de caderno para te devolver,
Talvez eu não seja justa com seu amor,
Talvez eu nem saiba o que é amor..
Mas o fato é que, “bem aqui desse lado, alguma coisa pulsa por você.”

Eu não sei ser fofinha o suficiente (nem em cartas), mas acho que sei valorizar quem está ao meu lado. Seria clichê dizer que você pode contar comigo para qualquer coisa nessa vida; clichê também seria dizer o quanto te quero bem e o quanto prezo sua amizade. Redundante é pôr aqui todas as coisas que sinto e transparecem quando olho para você.  Óbvio é colocar em palavras tão pouco tempo de convivência desproporcional a quantidade de afeto. Repetitivo é te amar cada vez mais e mais..
Obrigada por ser a criatura mais sensível, linda e intensa que carrego na minha vida!

~
encontrei isso perdido nas minhas coisas. É um bilhete para a melhor lembrança de 2011! A melhor amiga do mundo :)) Luh S2

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

recado de início de ano.

Sabe o que pode me irritar profundamente?

Quando esperam de mim um posicionamento nobre; condescendente com o bem-estar alheio ou até mesmo com o pacto de verdade sobre a situação. Por qual motivo me faria refém da satisfação de um outra pessoa que não seja a minha?

Cobram uma benevolência que só encontra-se na bíblia, uma virtude que poucos filósofos e santos tiveram o ímpeto de estudar. Ninguém precisa sorrir para ficar bonito na fotografia, como também não preciso ser coerente, espetacularmente correto para tomar ações.

Se uns têm dificuldade de assumir as próprias vontades, outros tantos poucos como eu se erguem sob a coragem de encarar a si mesmo. E para isso não sou bondoso com quem quer que seja.

Cheio de falhas e estupidez, com toda a certeza, porém não preciso me manter na cômoda linha do parasitismo: existindo na vida pelos demais.

tremulando..

Não sei descrever a imagem que se repete na minha mente, mas falo as palavras chaves baixinho para você montar o nosso curta-metragem.

eu. noite. banda preferida. você. câmera. blusa de bolinha. vento. joelho arranhado. chão frio. abraço na escadaria.

Agora a sequência de trás para frente, para não perdermos nenhum detalhe:

abraço na escadaria. chão frio. joelho arranhado. vento. blusa de bolinha. câmera. você. banda preferida. noite. eu.

Gostei tanto desse amor que fico incomodada de confessar. Esse gostar sereno ocupava outrora só o peito, mas agora, o corpo inteiro. O sorriso meio torto que me percorreu de ponta a ponta naquela noite ainda fazem cócegas no meu estômago. Fico transitando entre a realidade e a nostalgia, vivendo num flash black de uma única cena de um momento não tão retrô assim.

Hoje, com o tempo corrido, consigo entender as palavras que não saíram nem da sua nem da minha boca, mas que fazem total sentido. Me pergunto se é normal precisar do subconsciente para se sentir vivo, por que sim; assumo minha total apatia frente ao que pudi sentir.

Depressão pós-felicidade, tristeza anti-realidade, tensão pré-memória ativa, o problema pode ser qual for que eu só irei me curar dos males do mundo no dia em que minha mão tremular sob a tua  novamente.