domingo, 11 de setembro de 2011

Tragédia Psicológica..


''Os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 foram uma série de ataques suicidas coordenados pela Al-Qaeda aos Estados Unidos em 11 de setembro de 2001. Na manhã daquele dia, 19 terroristas da Al-Qaeda sequestraram quatro aviões comerciais a jato de passageiros. Os sequestradores intencionalmente bateram dois dos aviões contra as Torres Gêmeas do World Trade Center em Nova Iorque, matando todos a bordo e muitos dos que trabalhavam nos edifícios. Ambos os prédios desmoronaram em duas horas, destruindo construções vizinhas e causando outros danos. O terceiro avião de passageiros caiu contra o Pentágono, em ArlingtonVirgínia, nos arredores deWashington, D.C. O quarto avião caiu em um campo próximo de Shanksville, na Pensilvânia, depois que alguns de seus passageiros e tripulantes tentaram retomar o controle do avião, que os sequestradores tinham reencaminhado para Washington, D.C. Não houve sobreviventes em qualquer um dos voos.
O total de mortos nos ataques foi de 2.996 pessoas, incluindo os 19 sequestradores. A esmagadora maioria das vítimas era civil, incluindo cidadãos de mais de 70 países. Além disso, há pelo menos um óbito secundário - uma pessoa foi descartada da contagem por um médico legista, pois teria morrido por doença pulmonar devido à exposição à poeira do colapso do World Trade Center.
Os Estados Unidos responderam aos ataques com o lançamento da Guerra ao Terror: o país invadiu o Afeganistão para derrubar o Taliban, que abrigou os terroristas da Al-Qaeda (ver: Guerra do Afeganistão). Os Estados Unidos também aprovaram o USA PATRIOT. Muitos outros países também reforçaram a sua legislação antiterrorismo e ampliaram os poderes de aplicação da lei. Algumas bolsas de valores estadunidenses ficaram fechadas no resto da semana seguinte ao ataque e registraram enormes prejuízos ao reabrir, especialmente nas indústrias aérea e de seguro. O desaparecimento de bilhões de dólares em escritórios destruídos causaram sérios danos à economia de Lower ManhattanNova Iorque.''
Seria mais trágico, caso não se tratasse de USA...

Sobre vestibular, escolas públicas e privadas

Como em muitos outros aspectos de âmbito nacional, o exame vestibular, qual  o estudante é submetido a fim de cursar o ensino superior, é uma farsa. 

As universidades públicas no Brasil são as mais concorridas, seja pela oportunidade do ensino gratuito ou pela reputação de um ensino de qualidade de que gozam estas instituições em relação às privadas.

Porém, em questão de nivelamento, alunos de escolas particulares têm o maior êxito frente à alunos de escolas públicas, que enfrentam diversos problemas devido a defasagem do ensino e a falta de investimentos do governo seja em infra-estrutura, material didático ou apoio no desenvolvimento do estudante.

Quem pagaria caríssimo mensalmente para não passar passar no vestibular? É obrigação da escola privada exigir o melhor de seus alunos (ou consumidores, como queria chamar) para a satisfação geral no fim. A escola-empresa ganha respaldo com o número de aprovações (e assim, mais alunos-consumidores), o aluno, espaço e os papais, a sensação que o investimento foi válido.

Nas escolas públicas, o jogo está ao avesso. Não há lá grande preocupação da instituição em manter número de aprovação, os alunos ao notar essa postura, acomodam-se e o acompanhamento dos pais se torna cada vez mais escasso. Resultado: caos na rede pública de ensino. Sem contar com desvios de verba dos governantes nas ''merendas-fantasmas'', nas obras infinitas de ampliação ou construção de mais e mais escolas falidas, nos livros inúteis etc.

O novo modelo de prova adotado (ENEM) não acaba com a concorrência nas universidades (públicas) porque o número de vagas continua limitado aos que forem melhores na prova. Mesmo que a famosa ‘decoreba’ realmente desapareça (pois o Enem tem como finalidade essa quebra de realidade), quem tiver disponibilidade para passar horas estudando e dinheiro para pagar os melhores professores continuará em vantagem. A atual exclusão dos estudantes de menor renda continuará.

O fato é que o ENEM ainda assim prejudica a classe popular. Digamos que um estudante pobre do Acre seja aprovado para a Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ele terá condições para estudar lá? Terá onde morar? Terá o que comer? Na prática, só quem tem dinheiro poderá participar dessa mobilidade. Além disso, e se acontecer uma ‘invasão’ de estudantes do rio de janeiro na Universidade Federal do Acre? Isso é facilitar o acesso? E pra onde vão os estudantes locais?

Em comparativo com demais métodos de seleção, temos:

Nos Estados Unidos
No ensino superior norte-americano não existe a palavra vestibular. O aluno escolhe as universidades nas quais gostaria de se graduar e envia para elas seu histórico escolar dos três anos de Ensino Médio. Isso faz com que a pressão nos estudos seja muito maior durante a high-school, e não apenas um ano ou alguns meses antes do ingresso em uma faculdade – como ocorre com os brasileiros. Essas diferenças significativas em relação ao padrão brasileiro tornam os currículos dos alunos colegiais cada vez mais competitivos e até a boa conduta e ausência de suspensões ou advertências durante os últimos anos na escola contam pontos – o que leva os estudantes a encarar esse período crucial com maior seriedade.

Na Europa
Bastante diferente do Brasil e dos Estados Unidos, a comunidade européia tem quase todas suas universidades sob o controle do Estado. Por serem públicas e essencialmente gratuitas, aceitam novos universitários de forma peculiar: todos os alunos procedentes de sistemas educativos da UE e que possuem o diploma do ensino médio europeu, podem entrar em universidades de diversos países do continente, sem a necessidade de realizar prova de acesso. Outra particularidade européia é que não é dada grande importância ao renome da universidade, pois todas estão niveladas em termos de qualidade de ensino e tradição.

No Japão
Já no Japão, assim como no Brasil e EUA, a “fama” da universidade pode fazer toda a diferença na vida profissional. Por esse motivo, é comum entre os estudantes japoneses a expressão "shito goraku", que significa: "Os que dormem apenas quatro horas por dia vão passar. Os que dormem cinco horas serão reprovados". Na terra do Sol nascente, as universidades surgiram em conjunto com o governo com a missão de formar líderes na sociedade, como empresários de sucesso e políticos. Algumas das instituições que mantêm essa proposta são a Universidade Imperial de Tóquio e Universidade Imperial de Quioto – que estão entre as mais disputadas no país.

Dentre todas as nações citadas, apenas no Japão e no Brasil existe a insistência nos vestibulares, ou seja, há candidatos que realizam a prova diversas vezes, até serem aceitos. A avaliação nipônica é bastante parecida com a nacional: na primeira fase aborda matérias diversas e quem passa para a segunda responde questões específicas, relacionadas com o conteúdo da carreira que pretende seguir.

As controvérsias do ensino brasileiro rendem muito pano para manga. A cada acerto, 10 erros são somados. Direito ao ensino superior gratuito é direito de ricos e pobres, ainda mais se analisarmos as falhas na educação pública como também a valorização da educação no país.

E vale lembrar: Educação é a base da prosperidade de qualquer nação, porém não é de interesse do governo a educação chegar ao povo. Quem pensa não é fantoche de político.


Aqui há uma matéria publicada em 12/09 com dados do enem 2010 e o ranking das escolas públicas e particulares e seu devido desempenho de notas (embasando melhor esse post do blog ;D)

http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2011/09/enem-2010-tem-somente-13-escolas-publicas-entre-cem-melhores.html

Ser outro ser

Poderia descrever quão cinza é a cor que tinge o ao redor dos meus olhos. Diria que nem meu sangue tem o mesmo fluxo intenso de antes. Falaria ainda de planos unificados, quais foram sonhados um dia.

Poderia sim, reaver desejos antigos se não fosse a qualidade do objeto. Se o mundo não fosse de plástico, se a oferta não fosse só restos, se as pessoas não fossem já corrompidas ou corrompíveis, eu gostaria de ter tudo outra vez.

Poderia sonhar com meu grande amor, caso ele não tivesse uma alma vazia. Filhos e uma história de vida se ao menos confiasse na estabilidade do conjunto.

Eu poderia sim, SER outro SER, talvez similar àquele que já fui antes. Construiria uma muralha para assistir do alto uma vida enganada na transversal. E quanto maior a muralha, maior a queda e maior a diversão para quem assisti comigo.

Poderia reatar laços com a indignidade e ser feliz, de fato. Porém grato sou por querer e não poder; por que querer não É poder.

Para dissolver..

Quantas estações esperarei para que suas formas se desfaçam no sofá?
Quando minhas lágrimas esfriarão no verão?
Em quantas vidas você andará até pedir para voltar para a minha?
Quando minha mente falhará ao esquecer seu rosto?
Quantidade, tempo, quantidade, tempo.
Menos de você, mais para dissolver.


Música de fundo:
Adeus é tudo o que eu preciso ouvir de você - Selvagens à procura de lei.

''Te encontro de novo como eu mesmo previ
Desfaço as promessas que escrevi
Gosto de me ver chorar e de mentir
Que essa é a última de muitas que estão por vir


Depois de um momento a sós
Me pergunto quem está limpando os teus lençóis
Quem vai desatar o fui que por anos fomos nós?


Te escuto dizer tudo aquilo que me rasga
Diga que não vai voltar e me espere pro jantar (...)''

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Pinkola


“Todas nós temos anseio pelo que é selvagem. Existem poucos antídotos aceitos por nossa cultura para esse desejo ardente. Ensinaram-nos a ter vergonha desse tipo de aspiração. Deixamos crescer o cabelo e o usamos para esconder nossos sentimentos. No entanto, o espectro da Mulher Selvagem ainda nos espreita de dia e de noite. Não importa onde estejamos, a sombra que corre atrás de nós tem decididamente quatro patas.”
- Clarissa Pinkola Estes.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Historiando

A organização política do Brasil é construída desde a presença da Família Real em 1808. Essa dialética é condutora da história até aos dias atuais em um processo contínuo de sobreposição de acontecimentos.

Para preservar a autonomia administrativa do país, o primeiro passo fora a proclamação da Independência em 7 de Setembro de 1822. Ao contrário das demais nações latino-americanas, o Brasil adotara a monarquia após  à independência.

Houvera o Período Regencial, no qual a instabilidade econômica e política fizeram-se presentes.

No segundo Reinado, Dom Pedro II tivera como tarefa manter a unidade política, a união das províncias e a ordem social.

No final dos século XIX houvera o declínio do Império devido ao fim da escravidão aliado à outros fatores internos. A monarquia caíra no Brasil e assim foi implantada a República, na qual estamos inseridos. 

Nova Constituição fora adotada, outra bandeira hasteada, a Igreja e o Estado foram separados. Mas em que espaço o povo atua? Quem transforma à nós?

A resposta vem no eco, atravessando o tempo: nós mesmos.

A atuação cidadão coletiva também é capaz de escrever a história. Somos indivíduos sociais, participantes do processo iniciado ainda por Dom João, que cada vez mais exige olhos abertos.

Direito cobrado, dever cumprido. Aqui fica a regra fundamental da formação cidadã como uma reflexão sobre a postura e a responsabilidade que deve-se ter com a nação brasileira, sendo você um simples estudante ou um Presidente da República.