quinta-feira, 7 de julho de 2011

Filosofando com Platão.

O mundo só faz sentido se não pensarmos sobre as condições de existência em que cada indivíduo está estabelecido. Os questionamentos quais somos submetidos todos os dias nos reduzem ao pó, a degradação física e mental, partindo do princípio de que quanto mais nos mostramos seres pensantes, menos racionalistas somos.

A tentativa de confirmação das nossas próprias teses nos expõem a toda e qualquer antítese que em verdade, faz todo o sentido. Platão via a dialética não como movimento da realidade, mas como uma ''purificação'' da idéia. Assume-se a tese, contradizemos a idéia e na síntese desse processo reunimos os pontos positivos, excluindo os possíveis equívocos da tese.

O paradoxo se forma e nos vemos na estaca zero. Desse ponto de vista, a antítese já é uma outra idéia. Duas idéias confrontando-se são dois pólos de realidade que co-existem e logo, por só existir, fazem parte do mundo, do não-eu, do concreto e já não são questionáveis. Existem somente.

Quanto a referência de ''menos racionalistas somos'', focamos a questão de nunca chegarmos em um consenso sobre o que é realidade. Como seres pensantes, trabalhamos de inúmeras formas a idéia da existência, porém cada passo dado a frente torna-se um retrocesso. Os contras são incontáveis, distanciando-nos da razão, da verdade absoluta, levando-nos à loucura e a gerras internas. Sobre o ser ou não ser, ainda existem várias questões que não há como compreender nem discutir. Quem sabe melhor do mundo criando o próprio mundo?

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