domingo, 17 de julho de 2011

Dignidade pelo ralo e avante.

Fico por pensar de que buraco surgiu essa geração de pais retardados (ou sem caráter mesmo, como queiram chamar) que por infelicidade estão no controle da geração de 1990/2000. É contra os preceitos da dignidade se submeter a tanta canalhice de uma vez só.

Não são todos que têm sangue de barata correndo nas veias; sangue verde, de quem amadureceu num mundo de merda e se acomodou à isso. Também não são todos que dão continuidade à roda viva do mau caratismo. Há elos que quebram a corrente enferrujada, há vezes que a única vontade é vomitar na cara.

Se eu mergulhasse a humanidade no Mar Morto e por decantação, separar o bem do mal? Tão impossível como afundar no Mar Morto, tão impossível como suportar a cegueira alheia, tão doloroso como sobreviver sob os homens e calado, engolir a seco..

São histórias com percurso diferente e fim igual que se repetem em todas as casas da cidade. Sempre mais do mesmo, refletindo nos olhos de quem ainda não pode se mover e que com as próprias acrobacias permanecem em pé; não intactos, porém, em pé.

Em pé eu fico, em pé me sustento com força e habilidade
em pé eu me retorço de raiva, em pé eu sofro por nada
de pé não sei como dar o primeiro passo,
em pé, só penso em chutar a bunda de quem está na minha frente.

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