segunda-feira, 18 de julho de 2011

além dos olhos..

A sociedade enfrenta atualmente uma crise de fé diante à tal força superior que rege o universo. Talvez sendo fruto de uma educação liberal, de influência dos meios tecnológicos, da apatia ao ver as atrocidades estampadas nos jornais e até mesmo em sua própria casa ou o mix de toda citação aqui posta, o fato é que a juventude anda numa crescente cética quando trata-se de Deus.

Cabe a cada um ter a própria crença (ou não crença) e dimensão da realidade em que vive, porém tem-se aqui uma ressalva: há algo além dos olhos.

Contra a corrente religiosa, buscam outro respaldo, como por exemplo, a teoria da "força de atração do pensamento", na qual o universo conspira ao nosso favor caso mentalizarmos os nossos sonhos de maneira positiva. Então essa se torna a crença dos não crentes, voltando a estaca zero: há algo além dos olhos.

É impossível negar a soberania de uma força maior, seja Deus, Krishna, Buda, Alá, Força da atração ou qualquer outra tese. Existe outro mundo mais complexo que o nosso, ditador da realidade, qual nos deparamos. É ele quem impulsiona a vida, independente de acreditarmos ou não, até por que seria muito nulo viver por viver num plano tão mesquinho e indigno quanto o nosso. Há algo além dos olhos e estamos aqui pagando para ver.

Como demonstrar emoção através de atos de costume

"Como demonstrar emoção através de atos de costume’’. Ando em busca de aulas práticas sobre isso. Nos livros não aprendo, nos filmes, muito menos e até nos jornais não há quem se disponha à ensinar.

Tenho amigos que dizem que não sei abraçar. Tenho amores que dizem que sou frígida. Tenho mães que dizem que eu ainda não aprendi a rezar. Será que sou a derrota do mundo ao meu redor? O que aprendi em tantos anos, afinal? nada de expressar sensações, esboçar comoções, qualquer coisa que me torna humana.

Não tive o prazer de me conhecer desassociada a apatia. "Juliana, coração de pedra"; assim gritavam na rua quando criança. Daí, tiro um questionamento: o mundo me fez assim ou eu mesma me criei a esse modo? Coberta de penas, asas sobre o rosto ao lutar contra a luz do dia. Essa sou eu, vergonhosa de olhar nos olhos, impedida de transbordar algo bom e ainda por cima de tudo, tachada de não romancista.

Acorda e vê que sou uma louca sentimental! uma boba que não anotou na caderneta a lição número 01 de vida: Viver. Vê aí o quanto preciso voltar a escola e desamarrar os braços, os lábios e tudo mais até nunca mais querer parar!

domingo, 17 de julho de 2011

Dignidade pelo ralo e avante.

Fico por pensar de que buraco surgiu essa geração de pais retardados (ou sem caráter mesmo, como queiram chamar) que por infelicidade estão no controle da geração de 1990/2000. É contra os preceitos da dignidade se submeter a tanta canalhice de uma vez só.

Não são todos que têm sangue de barata correndo nas veias; sangue verde, de quem amadureceu num mundo de merda e se acomodou à isso. Também não são todos que dão continuidade à roda viva do mau caratismo. Há elos que quebram a corrente enferrujada, há vezes que a única vontade é vomitar na cara.

Se eu mergulhasse a humanidade no Mar Morto e por decantação, separar o bem do mal? Tão impossível como afundar no Mar Morto, tão impossível como suportar a cegueira alheia, tão doloroso como sobreviver sob os homens e calado, engolir a seco..

São histórias com percurso diferente e fim igual que se repetem em todas as casas da cidade. Sempre mais do mesmo, refletindo nos olhos de quem ainda não pode se mover e que com as próprias acrobacias permanecem em pé; não intactos, porém, em pé.

Em pé eu fico, em pé me sustento com força e habilidade
em pé eu me retorço de raiva, em pé eu sofro por nada
de pé não sei como dar o primeiro passo,
em pé, só penso em chutar a bunda de quem está na minha frente.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Filosofando com Platão.

O mundo só faz sentido se não pensarmos sobre as condições de existência em que cada indivíduo está estabelecido. Os questionamentos quais somos submetidos todos os dias nos reduzem ao pó, a degradação física e mental, partindo do princípio de que quanto mais nos mostramos seres pensantes, menos racionalistas somos.

A tentativa de confirmação das nossas próprias teses nos expõem a toda e qualquer antítese que em verdade, faz todo o sentido. Platão via a dialética não como movimento da realidade, mas como uma ''purificação'' da idéia. Assume-se a tese, contradizemos a idéia e na síntese desse processo reunimos os pontos positivos, excluindo os possíveis equívocos da tese.

O paradoxo se forma e nos vemos na estaca zero. Desse ponto de vista, a antítese já é uma outra idéia. Duas idéias confrontando-se são dois pólos de realidade que co-existem e logo, por só existir, fazem parte do mundo, do não-eu, do concreto e já não são questionáveis. Existem somente.

Quanto a referência de ''menos racionalistas somos'', focamos a questão de nunca chegarmos em um consenso sobre o que é realidade. Como seres pensantes, trabalhamos de inúmeras formas a idéia da existência, porém cada passo dado a frente torna-se um retrocesso. Os contras são incontáveis, distanciando-nos da razão, da verdade absoluta, levando-nos à loucura e a gerras internas. Sobre o ser ou não ser, ainda existem várias questões que não há como compreender nem discutir. Quem sabe melhor do mundo criando o próprio mundo?

terça-feira, 5 de julho de 2011

É fome de mundo, fome de gente!


Não sei ao certo o que me leva a crer nas impossibilidades. É risco de vida, assim como permanecer nos arredores da Faixa de Gaza. É divertido, assim como andar numa roda gigante.

A dose de adrenalina precisa ser cada vez mais alta para entorpecer minha mente. Os efeitos que procuro já não são tão eficientes no meu organismo quanto antes.

Eu quero uma outra droga de vida para mim. Vou montar e desmontar, revirar de trás para frente até descobrir o que realmente me preenche.

É fome de mundo, fome de gente!
E quero saber quem compreende!

Tô cansada de felicidade.

Eu não tenho o poder supremo de mudar a ordem dos fatos. Essa é uma realidade cabível aos mortais, assim como eu. Não posso mudar os demais, tão pouco criar um caminho menos tortuoso em rumo á felicidade, pois as pessoas trilham os próprios destinos e não há meio de interferir na roda viva.

De quem seria a felicidade, afinal? minha ou sua? possuída ou possessiva?

Felicidade se torna mais distante quando atrelada ao seu nome.
Felicidade pois, confundida com mágoa, escreve no meu corpo umas marcas que ninguém quer ver.
Felicidade que repete a mesma história, como a fita velha de filme francês no vídeo cassete que já não uso mais.

É uma agonia sem fim esperar por tamanha abstração em cada dia de sol. Estou cansada de felicidade. E se ela cansar de mim, que me tenha em seus braços e me engula para sermos um só.

F.R.I.E.N.D.S!


''e três amigas se abraçavam de se transbordar; agradecido, aplaudia o pôr-do-sol, por onde for terei seu fogo como o farol!''

''e o que quer que aconteça nunca cresça e não esqueça de guardar o amor no seu peito, a lembrança do tempo, a humildade na mão e OS AMIGOS NO SEU CORAÇÃO!''


Existem pessoas que surgem do absoluto nada, são uma surpresa boa que o Cosmo guarda e entrega na hora necessária e que arrancam para si uma parte do peito do outro. Se tornam donas dos lotes mais valorizados do coração, local onde os amigos fazem morada.

Não importa tempo ou espaço; o fato é que estas pessoas obedecem uma das leis mais importantes que regem o universo: dissipam o amor gratuitamente, contagiando o mundo inteiro!

E tem como não entregar meu amor de bandeja para os amigos? É algo tão forte que vai além da vontade própria. O plano mestre é mantê-los comigo pela eternidade. Escorre aos litros, o amor!

Só agradeço à sorte de tê-los por perto e espero cultivar a amizade de vocês em minha vida por longos anos!

E sim, esse post é mais que pessoal e especial :)
Dedico ao 2° ano 2011 do CMCB, aos momentos maravilhosos que tivemos até aqui e à Luciana Reis e Emille Moura que me fazem a pessoa mais feliz do mundo! Obrigada por tudo ♥


''Faço de mim

Casa de sentimentos bons
Onde a má fé não faz morada
E a maldade não se cria

Me cerco de boas intencões
E amigos de nobres corações
Que sopram e abrem portões
Chave que não se copia''