domingo, 24 de abril de 2011

Juliana recria.

Quem se prende na sua teia costuma relatar detalhes que nem Ju sabe sobre a existência. Uns dizem que ela é o próprio enigma da Esfinge, outros, que fala sereno, mas que se atropela em pensamentos, e há uns que notam suas sobrancelhas de trigo. Também dizem sobre sua cara de praia, sua pouca idade, seus amigos estranhos, porém fiéis. O mundo inteiro gira por Juliana, que ainda dita a sincronia.

Somente de uma coisa tem plena convicção: Consegue o que quer antes mesmo de desejar. E quando não consegue o que quer, não tem outra alternativa além de se apaixonar. Ela tem a mania do improvável e ainda não sabe disso. Segue o coração que diz que não sabe, mas é segredo.

Em outras palavras, quero dizer que estamos de frente à uma dualidade. Temos a incerteza dentro da certeza e o improvável dentro das mil possibilidades que Juliana cria. Ela se completa com o próprio reflexo no espelho. Essa menina une os opostos na boca, mastiga com os dentes de ouro e com vontade.

Desce tudo para o seu estômago pequeno que digere a massificação rapidamente. Juliana degrada a realidade em pedaços bem distintos, os quais põe na ordem que bem entender. Busca o pedaçinho premiado, onde deixou escapar o último sorriso. Nele, há uma lembrança de um outro par. Essa história é para mais tarde, quando a compreendermos melhor (se isso for possível).

O fato é que as tardes correm enquanto Ju faz escolhas e se apaixona por coisas sem sentindo algum. E se não ficar de bom agrado, ela recria toda a realidade num piscar de olhos.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Contadora de História Infantil - Juliana.

Juliana conversa com desconhecidos para assistir as diversas reações sobre suas histórias. Ela repete os mesmos versos , chegando a acreditar neles e em si. Com um sorriso final ela anuncia quando ganha mais um admirador. O sorriso de retorno de quem a escuta significa para ela bem mais que uma entrega.

Conta histórias como uma velha feiticeira de conto infantil. Nasceu para invencionices. Cresceu para encantar quem ainda tem tempo de prestar atenção nas palavras. Percorreu vários planetas para criar o seu mundo próprio.

No fundo, Juliana existe em todos nós. Juliana sou eu, você e o cara da padaria logo ali. Ela está dentro daqueles que confundem sonhos com tijolos, de quem acredita na personagem até o último ato, quem convence o melhor ator do ano com uma única lágrima.

Juliana brinca de viver brincando com a mente e o coração dos bobos que a escutam. E se Carência é o sobre-nome de nossa Ju, está tudo explicado.