segunda-feira, 28 de março de 2011

Faca e Queijo.

Eu queria que ainda fosse os dias onde o futuro estaria distante. Desejo diferentes fins para mim e a cada mês arrancado do calendário é uma porção de tempo a menos que tenho para decidir qual o rumo trilhar.

Daqui a 6 meses completo 17 anos. Não é muito nem pouco, mas é um limite. Agora já não posso adiar algumas chateações e preocupações. Estou com medo das minhas vontades. Parece que chegou a hora de arcar com as consequências dos atos. A faca e o queijo se uniram, eu acho.

Me sinto com o mundo nas costas. Sou o presidente dos USA e não sei assinar meu nome. Como posso fazer acordos de paz então?

É cada coisa absurda e atropelada que passa na minha mente: vestibular, morar só, formatura, festa de despedidas, comprar um carro, juntar dinheiro, sexo, intercâmbio, escolher um curso decente na faculdade, conhecer alguém especial, placa eternizada no corredor da escola, ganhar na megasena, dar a volta ao mundo, montar uma biblioteca, um grande amor, um emprego, meu dinheiro... meu tédio.

Não sei onde vou parar com tantas citações inacabadas, muito menos quem irá me acompanhar nessa empreitada. Só sei que pretendo ir longe.

domingo, 27 de março de 2011

2 anos de Decifra-me :)



Quarta-feira passada (23/03) o Decifra-me completou 2 anos de história, enfim! Como estava no meio da semana e eu não tinha preparado nada para postar, deixei passar em branco. Na verdade, hoje eu também não preparei nada de especial, mas preciso dividir com vocês a satisfação, apesar do atraso.

De um ano para cá muita água rolou por debaixo dessa ponte. É como se fosse uma outra autora num outro grau de maturidade e sabedoria. Espero que isso seja tão bom para quem lê como é para mim; que escrevo.

Acho que agora o blog já tem a minha cara de verdade. Está humanizado, flexível, com um conteúdo mais interessante e até menos confuso que o projeto inicial. E qual era o projeto inicial? haha! A grande idéia era simplesmente escrever para os curiosos. E cá estou eu, ditando palavra por palavra o destino das minhas histórias inventadas.

Agradeço loucamente os comentários, seguidores, elogios, sugestões, críticas e tudo mais!
Muito obrigada pela atenção!

Giulianne Batista, a autora.

quinta-feira, 17 de março de 2011

No escuro.


Eu fecho os olhos e tudo fica escuro. Se eu pressionar meus olhos consigo enxergar um escuro mais intenso. Quando passar 10 segundos e minhas mãos permanecerem sobre os olhos, vejo o breu mudando de tom para algo singular. É o preto mais preto de toda a escuridão. Então aparece uma espécie de raio; umas linhas finas verdes e vermelhas que ''piscam'' no escuro qual compreendo com nitidez. Fico me perguntando como posso ultrapassar a lógica da luz e ver além das trevas nos meus olhos. Deve ser um dos meus super poderes: enxergar o mundo, de verdade, no escuro.

terça-feira, 15 de março de 2011

Conjunto Unitário.

Entre o querer e o não querer, quantas possibilidades existem? E quantos problemas eu posso inventar parar me desprender do querer? Quantos desejos ficam contidos no não querer enquanto procuro esses motivos?

Fico densa, cheia de paradoxos na cabeça ao tentar me convencer de algum fator coexistente a mim. Algo que seja, deveras, real e atingível; não sei por onde começo a explicar essa desordem que me veio a mente nessa manhã.

Agora eu saio correndo pela rua sem saber que rumo tomar. Agora fujo dos sorrisos que encontro enquanto corro. Agora tenho medo até de uma folha verde que cai no meu ombro ao se apresentar.

Quantas hipóteses vou criar até encontrar uma teoria não tão falida? E quantos ''quantos'' preciso citar para descobrir o que sou em mim? Eu estou cansada de contar nos dedos. Quero contar para vocês sobre um conjunto unitário, algo que forme um só comigo.

Em qual esquina vou tropeçar, por acaso, com a certeza?


segunda-feira, 7 de março de 2011

Sobre Conjuntos e Unidades, Tudo e Nada.

- O nada já é um ponto de referência para algo.
- É, já faz sentido por ser alguma coisa, apesar de sempre perdermos a linha do raciocínio com o passar do tempo. As referências se confundem.
- As coisas com sentido perdem a graça. A curiosidade instiga.
- Tá vendo o mar se confundindo com o céu? São referências bem interessantes. Agora são um só.
- Tá vendo a uniformidade da escuridão? Tá ouvindo o barulho que caracteriza a unidade de um dos seres? O conjunto tem individualização também.
- Tô sentindo tudo, sim! O todo, sim.
- Eu tenho curiosidade por uma série de coisas interessantes que desconheço. Como você, por exemplo.
- Já eu tenho referência alguma. Tenho você, por hoje.
- Formamos o nada?
- Por hoje ou até quando o mar e o céu desfazerem os laços?