sábado, 26 de fevereiro de 2011

Respire o ar do lugar onde você quer estar.

Respire com vontade. Com calma. Dando espaço ao sistema nervoso cessar. Respire o ar, respirar. Tenha a certeza de que tudo vai passar.

Vague sem rumo por entre os sonhos que já os rompeu e não tenha medo de se perder. Escolha um. Queira com mais vontade, mais que respirar.

Segure o otimismo para não se cansar. Mantenha o telefone ligado, as luzes acesas, a caixa do correio sempre vazia. Não desapareça do raio de visão de ninguém. Tem que ser alvo fácil.

Circule por lugares óbvios; aqueles típicos do cinema. Encontre o amor na próxima esquina. Desapaixone-se em seguida.

Arrume um emprego de meio período. Esqueça que está empregado pelo comodismo.

Compre um amigo. Alugue-o se possível. Chore no ombro dele. Diga o quanto injusto o mundo é.

Respire com fé. Continue a envelhecer a cada inspiração. Morra pouco a pouco ao sentir o perfume das flores nas manhãs. Respire pelas rosas, afinal. Vale a pena. Creia nisso.

Tenha cuidado. Siga o som. Siga o sol desse lugar. Inspire.. expire..


sábado, 19 de fevereiro de 2011

Fumaçando.


Tem uma apatia dentro de mim que leva os dias para longe. Eu olho da janela a fumaça de uma cabeça pensante ir junto. Fumaça essa, que vira vapor d'água, que vira nuvem, que vira chuva, que pinga em mim. Chove sonhos nessa terra. Mas eu não saio do lugar e a apatia ainda me toma.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

A vida é maior que nós, afinal.

Quando sua vida é infectada por sentimentos ruins, qual o melhor antídoto? Como neutralizar as más vibrações das almas alheias? Mais difícil que obter o auto controle, é controlar a impulsividade e falta de decência de outra criatura mais errante que você.

Julga-se meio que de graça e por prazer. Fica-se na linha do comodismo em apontar o dedo aos demais. Quem não o faz? Até o alvo julga o mais fraco. E quem não precisa de cruzes para carregar pela estrada? Apesar de ofensivo e irritante, por vezes acho que ouvir coisas desagradáveis é um mal necessário. Faz bem a arte de moldar caráter. O negócio é ter paciência e analisar o que foi dito, quem disse e o qual o peso das palavras ditas.

Infelizmente alguns não enxergam com bons olhos esse lado construtivo da discórdia. Confesso que nem sempre sigo a risca meus próprios conceitos (tenho o pavil curto o suficiente para não trabalhar a sensatez), mas seria uma boa tática na maioria das vezes. É aquela velha história de respeito mútuo, política de boa convivência, paciência ''pra que te quero''.

Peço todos os dias ao Cosmo um pouco mais de sabedoria para discernir o certo e o errado, o bem e o mal, o amigo falsário e o amigo verdadeiro. Esses detalhes são sempre bem-vindo na minha porta! Bem queria que o resto do mundo buscasse a mesma sabedoria. Infelizmente, nem sempre o que é para ser, é, afinal!

Desejo paz de espírito a quem precisa e a quem merece! Não esqueçam que a vida é maior que nós! E o tempo é curto demais...

sábado, 12 de fevereiro de 2011

COMPRO: Cupons de Não Pode.

Repete compassadamente o meu tédio. Todo dia escuto o que eu não devo fazer por hipótese alguma durante toda minha existência. São sempre as mesmas regras que saem da boca dele. Sabe quando você está assistindo o programa mais sem sal de toda a programação? Ou então a parte gastronômica que nunca te interessa porque você só come congelados? Fica com aquela cara de ''mas e daí?'' sem entender um grama do que é dito. Fica com vontade de cuspir todas as informações não compreendias e não válidas que entram contra vontade pelos ouvidos e ocupam espaço na mente.

Essas informações, particularmente, me confundem entre o que eu gosto e o que sou obrigado a gostar; entre o que eu posso e o que devo fazer. Mas de qualquer forma, faço por que deve ser feito. Se não for feito a roda não anda. Se não for feito ele alimenta mais meu tédio e ainda me repreende.

Eu não sei o quanto odeio sentir tudo isso; chega a ser um mix de incômodo e insatisfação. Ouvir um ''NÃO PODE!'' me tira do sério. Não sei quantos cupons de ''NÃO PODE'' ainda tenho na minha cota de paciência até explodir. Haja paciência para mim! Afinal, alguém sabe onde vende esses cupons, por aí? Compro pelo preço dos olhos.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Risque.


Vou mergulhar no mar gelado e enfrentar uma muralha de ondas azuis sem saber nadar.
Vou dormir com mendigos em esquinas quais nunca pisei.
Vou entrar para um circo e cuspir fogo para a platéia.
Vou sair pela janela, apesar da porta estar aberta.
Vou rir com os loucos num lugar todo branco.
Vou voar de asa delta de olhos vendados.
Vou fazer as coisas inéditas que alguém já pensou antes.
Por que arriscar me faz melhor.

Fim.

A noite se prolonga por mais de uma madrugada e eu mergulho numa insônia descomunal. Percorro a casa de 3 andares a fim de tropeçar em algo maia encantador que... eu (em vão).

Ando pela casa e crio um filme retalhado de cenas baseadas em fatos reais que mais parecem um 3D infinito, um clipe sem nexo, um pierrot retrocesso na minha memória. Quando o filme está nos minutos finais a fita volta para o começo. Então, vai o recomeço daqui até o fim de mim.

Escrevo nas paredes alguns bilhetes que deveria mandar para os amigos ou para os amores já quase esquecidos. Algo do tipo: ''eu ainda estou aqui''. Ou melhor: '' Eu ainda estou aqui e quero você aqui também''. As imagens claras do que já se foi latejam nessa mente cansada e marcam o tempo de uma música que se repente ao fundo; é a trilha sonora desse sonho sem rumo, tão vago, sem ponto de chegada ou partida. É a falta daquilo que deixei partir, das coisas que larguei no meio do caminho e só eu bem sei o quanto pesam nos ombros.

Entro, então, num tom clichê qual não me pertence. É uma palavra existente só na minha língua, mas também é uma sensação dissipada pelo mundo inteiro. Saudade não pertence a mim assim.
Porém, por muitas vezes, por exemplo nessa noite, me parece que é por saudade que permaneço em vida. Por saudade do dia anterior celebro os acontecimentos do passado. Por saudade eu... eu continuo em reticências até o fim de mim.