domingo, 30 de janeiro de 2011

Água que corre, que transborda.

Não gosto de projetar a sequência dos meus atos com consequência. Me cansa pensar, medir milimetricamente o futuro do daqui a pouco. Imagina o futuro do outro! Não nasci para ser adivinha. Não nasci para esperar pelo jogo. Não tenho planos de entrar na mente de ninguém e descobrir mundos e fundos que envolvem meu nome, apesar de querer ser uma mosquinha por muitas vezes na vida, no mínimo! A curiosidade destila minha raiva quase sempre. Ou seria a raiva que me faz curiosa? E quem se importa? E que diferença faz? E em que muda o sentido dos demais? Afinal, para os outros, esses mistérios são casuais, concorda. Quem está de fora não se incomoda com o que se passa (e transborda) aqui dentro. Ninguém costuma medir a água que corre daqui.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Não se precipite nesse precipício;

Eu sou cheia de teorias e fundamentos lógicos sobre a ética, a moral e os bons costumes. Aí todo mundo acha que tenho o ''direito e a obrigação'' de ser coerente em aspectos variados. As vezes sinto até que ninguém me vê em carne e osso; é como se eu fosse superior ao ponto de não poder errar. Detesto essa cobrança tola do que eu DEVERIA fazer por simplesmente PENSAR/FALAR assim ou assado. Ninguém acredita que eu posso fingir, representar a comédia e a tragédia... (ninguém acredita na facilidade que eu tenho em fazê-lo).

Será que não dá para ler fácil nas entrelinhas que meu tipo politicamente correto é fachada para esconder a errônea e pérfida rotina que levo? Ninguém é capaz de deduzir que os meus desejos mais secretos são os mais sujos também? Será que ninguém enxerga o quanto eu sou parecida com os demais errantes?

Confesso então: eu não sou aquilo que falo por aí e por aqui. Eu sou aquilo que escondo todo dia de mim.

E não me arrependo nenhum minuto dessa similaridade com o resto mundo.. me sinto cada vez mais humana e tocável. Me torno cada vez mais viva, apesar das más línguas.

''Não se precipite; neste precipício todos vão cair. Nós não temos medo de cair. ''

sábado, 15 de janeiro de 2011

Um Fanzine por Scanner.


Da pessoa mais linda desse mundo,
sobre as coisas mais lindas desse mundo,
com a finalidade mais linda desse mundo!

Mas essa minha amiga é uma artista! o/

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Trejeitos.


A gente é tão igual, mais tão igual, que fingimos um ódio mútuo para deixar traços diferentes no chão. Nós, apesar de sermos iguais a dois, passamos a parecer com todo o resto do mundo nessa brincadeira de auto-afirmação. E no fim, somos parte de um todo. E iguais, sim, com todos os trejeitos.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Chuvinha em Fortaleza.

Esses dias de sol forte e chuva arrebatadora alternados na cidade mais linda do mundo inteiro (Lê-se Fortaleza - CE!) andam me deixando a flor da pele! Tenho (e mantenho) uma verdadeira ojeriza a insistência solar nordestina. Apesar de eu está numa fase mais praieira, o sol me deixa tensa o suficiente para implorar aos profetas da chuva uma boa notícia: chuva por longos dias!

Adoro esse clima ameno pelo simples motivo de morar em Fortaleza. Por que na vida é assim: a gente só gosta de verdade daquilo que a gente não tem em mãos com facilidade. Parece até coisa de matuto, mas quando pinga água nas minhas costas eu logo começo a rir a toa! hahaha! É como se a chuva, a brisa ou aquele cheirinho de asfalto e planta molhada fizessem efeito sobre meu humor e minha mente. Eu fico feliz, então depois, melancólica, e depois feliz de novo, aí fico excitada, ofegante, então depois eu choro. Aí faço planos para um futuro não tão distante, do tipo, amanhã. Do tipo, daqui a 2 horas, quando a chuva acabar. Esqueço o que planejei, escrevo meia dúzia de palavras soltas para tentar refazer meus pensamentos, mas nunca dá certo.

Então espero uma próxima chuva para tentar lembrar daquilo que eu quero de verdade, mesmo que seja só por 2 horas num momento raro em Fortaleza. Por que na vida é assim: quem espera, sempre alcança. E quem está na chuva, é para se molhar!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Mar.


O sol que se põe todo dia é o mesmo por todos os dias da minha vida! E assim como o calendário segue uma sequência crescente e óbvia de números que não me interessam, os dias ensolarados também seguem de uma maneira ora previsível, ora surpreendente.

Essa inconstância, quase marítima, me seduz em vários efeitos. E sem perder nenhum detalhe, faço e desfaço planos para ter uma vida inédita a cada minuto. Os ensaios empobrecem a veracidade do lado artístico existente em mim. Eu passo a querer, querer muito, do fundo do poço dos desejos, todos os raios de luz solar sobre mim, iluminando os tropeços, um a um, para tornar mágico e inédito esse mar!

Nem importa o que está por vir amanhã de manhã.