quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Um caso de amor que não é do Érico Veríssimo.

Liberdade é um conceito muito vago para discussão. Ela não está embasada em leis formuladas pelo homem, mas na concepção de mundo de cada indivíduo e na sua respectiva condição.

Quando estou de frente com a liberdade me sinto em branco. Estou tão acostumada em receber diretamente forças externas que quando sou o foco, não tenho menor reação. Meus medos e fraquezas afloram entre meus dedos e escorrem por todos os lados. A cor cinza é uma fatalidade.

A questão sou eu e eu mesma. Eu e meu espelho. Eu e meu ego avassalador e explosivo que não engole nem mastiga ninguém. Começo a pensar que cansei da vida. Minha vida que agora é um eterno suicídio em tentativas frustradas de morte e dores pungentes num estado imutável de embriaguez.

Eu e uma liberdade que não está no mundo nem em mim. Ela está em cada ponto da cidade procurando um corpo vazio e sem sal, como o meu, dentro de um corpo menos fino e mais robusto, em qualquer ponto da cidade, esperando por mim.

Eu e essa liberdade.. um caso de amor que nem Érico Veríssimo saberia por em palavras.

2 comentários:

Janaina RC disse...

Olá, conheci seu blog por um conhecido e gostei bastante. Você é realmente uma ótima escritora. Parabéns.

giu batista disse...

oown moça! muitíssimo obrigada! que bom que vc gostou! ;) mas ESCRITORA é algo demais pra mim, né. UAHSUAHSUHSAUS :x só brinco de postar bobagens num blog, ora. Como vc! por falar nisso, visitei o Lua Cheia, viu. Deixei até comentários!

valeu!

se cuida!
tudo de bom!
muito obrigada!