terça-feira, 10 de agosto de 2010

Hamon.

Eu fico tão desorientada ao pensar em você que perco as palavras na imensidão de adjetivos que tento incorporar ao teu nome. Se eu for contar sobre teus ombros ou descrever teu andar adolescente, vou ficar atordoada e sem fôlego mais uma vez.

Notei tua cicatriz no braço direito e ainda assim, ela era linda. Era completamente perfeita, do tamanho certo, nem tão clara nem tão escura e eu fiquei me perguntando que diabos tinha ferido uma pele tão limpa e branca como a tua. Como pode alguém querer teu mal se você só ameniza as dores do mundo?

Quando me permitiu beijá-lo no rosto fiquei contente por inteira, satisfeita com meu ego e com muita vontade de te abraçar com força e sentir teu calor naquele cruzamento, no meio do sinal, como se estivessimos dançando pela primeira vez, com um corpo junto ao outro numa mesma sintonia.

Oh meu bem, tenta me enxergar de uma maneira não tão óbvia que eu juro controlar a mania de te querer por toda a vida. Posso começar te querendo só por uns meses, depois semanas, uns dias quem sabe.. até te ter por completo por um instante que seja. Só aviso uma coisa: não vou me cansar de sonhar com o dia em que te terei de verdade.

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