sábado, 1 de maio de 2010

Definitivamente

Eu vejo brilho no teu semblante, mas dizem que você é opaco.
Eu crio expectativa nas tuas cores, na tua vibração.
Eu gosto do toque, da mão me devorando.
Gosto do teu perfume, do charme no andar.
As curtas palavras que você dirige a mim,
os gestos simples e vazios.

Eu compreendo a tua alma, mas dizem que você é insensível.
Seus olhos acompanhando meus passos ao esmo,
E você nem imagina que eu fico ali,
Estagnada,
Esperando ficar visível aos olhos claros e frios,
Sem menor progresso.

Eu estudo teu comportamento, mas dizem que você é incerto.
Tão vulnerável, tão cético.
Tuas oscilações de humor, teu terror, o timbre da voz;
Tudo em ti encanta e seduz meu ser.
Rapidez de quem é experiente,
Lentidão de quem tem medo de arriscar.

Acho que no fundo, eu gosto mesmo de você,
Mesmo que os outros condenem.
Sempre dizem exatamente aquilo que não
quero escutar;acreditar.
Não devo crer que alguém tão especial
Possa me faça tão mal.
Os outro, só são os outros. (definitivamente)


Ou não.

2 comentários:

Taciana. disse...

muito lindo, parabéns linda escritora!

Iago Barreto disse...

É a velha lei de valores.. (deixa assim, subententido).

Ah, e sobre o poema, tá ótimo!