quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

liberdade de expressão!


Político, jornalista, poeta e filósofo , o cubano José Martí nasceu em 1853 em um país colonizado pela Espanha. Veio a falecer antes da Independência da sua terra, porém deixou marcas literárias e admiradores em todo o mundo, devido ao seu papel pró-independência.

A história de Cuba influenciou por completo sua produção literária, na qual há idéias libertárias visíveis. Segundo o poeta, ” a melhor maneira de ser livre é ser culto’’ e ele tem razão. Com tal raciocínio revolucionário ganhou visibilidade internacional, incomodou muitos e ganhou adeptos. Mas o que é ser independente? Como ser livre? Que tipo de autonomia os homens procuram?

Essas questões filosóficas podem ser solucionadas através da liberdade de expressão somada ao conhecimento. Saber impor idéias é fundamental na comunicação, contudo ter conhecimento pesa bem mais . Argumentos fortes são trabalhados com conteúdo firme, em outras palavras pode-se dizer que, a base conceitual restringe equívocos e assim amplia nosso poder de persuasão.

A leitura acompanha esse processo libertário servindo como a maior fonte de conhecimento. Quem ler transcende os limites de qualquer mundo. Ler vai além da vida; é uma viagem surreal dentro de si mesmo, na qual adquirimos experiências inefáveis. Qualquer incentivo a leitura é bem vindo, pois uma pessoa culta é um cidadão consciente da sua atuação na sua comunidade.

O maior dom que Deus cedeu a nós sempre será a capacidade de pensar e consequentemente , expandir o intelecto. Logo, nada melhor que um bom livro para o deleite com a consciência tranqüila.

- Para a Bienal do Livro - 2010.
(torce aê por mim!)

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Inseto.


minha vida em flor, meu amor
destroçada pelas mãos de caça.
Caça a fera, pega a fugitiva
que esconde-se desde a matina
no escuro,
no silêncio mudo
na cor opaca da tua alma.

Levanta-te e devore-me mesmo que voe.
Destino é simples destino
correrei em círculos ao encontro do predador.

Beije-me a mão
diga que não
brinque com a canção
que fizemos no Domingo,
quando no reflexo do vidro embaçado
me vi como um bicho.

Um bichinho tosco, sem graça,
sem asas fortes,
não podendo assim voar para longe
das tuas mãos firmes.

O jeito é contar com a sorte
para você não abusar do meu aspecto frágil,
asinhas finas, olhinhos apertados.

O perigo maior virá com a contagem
dos Domingos.
Minha vidinha de insento é curta
(perante a sua)
e morrerei te amando,
mas se esse amorzinho for tão forte
que atravesse a morte,
com quem vou dividi-lo?

Você continuará voando, por aí,
sem asinhas,
a procura de novos bichinhos
para se entreter.

Melhor guardar o amor no meu coração pequenino,
dentro do meu organismo não complexo
e me conformar com uma vida no paraíso dos insetos.

Um amor bem guardado,
é um segredo não descoberto.
sereno, sonso, silencioso,
pórem latente.
Quer saber? Essa vida de inseto
não vale nada!
Logo eu, que achava a existência humana
tão complicada...

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

mais um de amor (:


Eu não te amo, sabe. Sendo sincera, em toda minha vida eu não amei ninguém. É, eu nunca amei ninguém e isso não é pecado. Você chegava com um olhar cheio de expectativa em minha direção e não me importava em agradar ou fazer seu desejo, pois minha alma, corpo e coração andavam livres. O problema é ser livre demais, se é que me entende.

Faz tanto tempo que ninguém me faz feliz ou até mesmo me faz sentir frio na barriga. Eu não sei o que é sorrir para outro alguém. Meu coração já está prestes a parar em meio a tentativas frustradas de se manter vivo. Anda tão fraco que nem pulsa. O vazio corroe a alma e então chego no fundo do poço, no cumulo da solidão: fingir amar você para preencher meu vazio. Na verdade, não chego a fingir, somente me apego àquilo que vivemos para me confortar. Você era tão especial e mesmo assim fui tão sacana! E agora que estamos longe, em mundos distintos, eu sinto sua falta como uma mãe sofre com a ausência de um filho. Eu queria muito poder estar ao seu lado nesses dias em que meu animo anda abalado. Claro que não te amo, mas eu preciso da sua vida na minha vida. Quero a calma, os beijos, a força e todo ar de infância simples que você dispersa pelo meu ser.

Eu não quero achar outra pessoa tocável para mim, porque não posso deixar sua imagem sair da minha mente. Tenho medo de esquecer como os velhos tempos foram especiais, então prefiro morrer de saudade. Vou guardar no meu corpo teus dedos, teus lábios e tua respiração aflita. Contrapartida eu preciso te esquecer e seguir em frente em outros romances de quinta categoria para banalizar esse sentimento tão puro que sinto por ti, que nem é amor, nem paixão, mas satisfaz mesmo na distância. Espero, então, sentada o sol aparecer mais uma vez na minha janela, contando menos um dia para te ver novamente.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

ego meu.


Sou explosiva mesmo! Eu não tenho paciência, não falo baixo e não me importo com o que falam. Sou impulsiva, inconsequente, autoritária, teimosa, objetiva e tenho tendência para o mal! eu sei disso e não nego, ora! Tenho consciência do que sou e do que faço. Sou vingativa, justa, fria, cabeça dura e inteligente! não me faça de idiota, pois vai pagar caro por me conhecer, meu bem. Sou manipuladora, traiçoeira, sarcástica, orgulhosa e sedutora. Eu tenho o dom de te induzir ao erro, pode apostar. Sou sutil quando quero algo, irônica quando preciso matar na unha e não seja bonzinho, porque eu não serei com você. Sou pedante sim, digo o que penso e não me vendo. Não aceito NÃO, não gosto de gentilezas demais e não me importo com coisas pequenas. Gosto de brigar, sou direta e não me calo, não aguento calada e não gosto de deixar para depois. Então aprenda a jogar meu jogo, meu bem. Só aprenda.