quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Brasil nas mãos do Lula.


Começo afirmando que não tenho ligações e/ou atuação na defesa de qualquer partido político.


05/10/2009 - 08h31
Brasil fica em 75º lugar no ranking do IDH
Fabiana Uchinaka
Do UOL Notícias
Em São Paulo

'' O Brasil está na 75ª posição no ranking do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), que avalia 182 países, e teve uma pontuação de 0,813, por isso permanece no grupo dos países considerados de alto desenvolvimento humano - aqueles com IDH superior a 0,800. No último levantamento, o país aparecia na 70º posição, mas com índice menor: 0,807. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (5) pelo Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) e referem-se ao ano de 2007.

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) mede os avanços alcançados por um país em três aspectos: vida longa e saudável (baseado na esperança média de vida ao nascer), acesso ao conhecimento (baseado na alfabetização e na escolarização) e nível de vida digno (baseado no PIB per capita associado ao poder de compra em dólares americanos). Os países são classificados dentro desses aspectos em valores médios entre 0 e 1.

Noruega, Austrália e Islândia ocupam os três primeiros lugares do ranking, com índices de 0,971, 0,970 e 0,969, respectivamente. Na outra extremidade, Níger (0,340), Afeganistão (0,352) e Serra Leoa (0,365) tiveram os piores índices. O Afeganistão volta ao ranking depois de ficar 13 anos fora. ''


A melhora no indicador brasileiro tem relação com o aumento da taxa de alfabetização do país, que foi de 88,6% para 89,6%, no ano passado. Além disso, outros fatores podem ter contribuido para o leve crescimento: o aumento da expectativa de vida - passou de 71 para 72 anos - e do PIB per capita,queem 2008 era de 8.949 dólares. Em miudos, teoricamente o Brasil é um país de ''primeiro mundo''.

Tudo isso se deve ao esforço contínuo de um cara, nascido no interior do Pernabuco, sem a menor perpectiva de vida. Um cara que com doze anos de idade precisou trabalhar numa tinturaria para ajudar a mãe. Alguém que se envolveu (como também apaixonou-se) pela política e desde então luta pelo povo: Luiz Inácio Lula da Silva, atual presidente do Brasil. O brasileiro que mais cadidatou-se à presidência da República do Brasil - cinco vezes - e exerce o oficio desde 1° de janeiro de 2003.

Atuou como sindicalista em São Bernardo do Campo, no Sindicato dos Metalugicos, chegando a presidencia do grupo. Em 1978, foi uma das lideranças sindicais que restauraram a prática de greves públicas de larga escala, que haviam cessado de ocorrer desde o endurecimento repressivo da ditadura militar na década anterior.

Durante o movimento grevista, surgiu a idéia de fundar um partido representante dos trabalhadores e em 1980, Lula se juntou a sindicalistas, intelectuais, católicos militantes da Teologia da Libertação e artistas para formar o Partido dos Trabalhadores (PT).

Sua consolidação política, na minha opinião, fora estabelecida a poucos dias atrás, quando o Rio de Janeiro, enfim, tornou-se sede das Olimpíadas de 2016. É imaginável, algo do genero? Uma pessoa nascer em meio da miséria e chegar ao poder de um país, transfomar esse tal país numa economia potencial e ainda por cima, fazê-lo sediar um evento que reune a atenção mundial! isso é genial!

Incluindo a Copa do Mundo, os pontos positivos e mudanças que ocorrerão durantes os próximos anos no Brasil, revolucionarão a vida da população. Fala sério, será uma nova cabeça, cultura, visão, economia, reputação... e tudo se deu através da humildade do Lula. Não apoio ou admiro o PT, nem acompanho a história dos seus representantes, porém as lágrimas daquele homem me comoveram ao ponto de pelo menos respeita-lo. Quem diria que chegaríamos no auge pelas mãos de um simples operáio que era um analfabeto estrutural. É como se diz: querer é poder.

Parabens ao Lula. Sua nova conquista realmente merece o orgulho e respeito dos brasileiros.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Domingo Santo

A necessidade de comparecer a uma celebração espiritual comunitária vem de cada indivíduo. As pessoas devem engolir tradições da família desde o nascimento, obrigatoriamente. Sem escolhas, glorificamos deuses que muitas vezes não compreendemos e talvez nem existam.

Ir à missa ou qualquer outro culto de adoração conta a sua vontadade, torna-se um martírio. Ouvir hinos obsoletos, rezar três ou quatro orações tolas e contribuir financeiramente (o mais importante, claro) com a instituição não faz de você um fiel. Pelo contrário; é um terrível pecado devido tamanha hipocrisia.

Se há fé inabalável em um ser superior,há também lógica em frequentar esse cultos tão sagrados. Com toda admiração e respeito digo: se tens confiança e conceitos sólidos para defender sua tese, lute até o fim pela mesma. Ter crenças não é crime, porém não ter a liberdade de escolha para definir o que queres seguir,e em que queres acreditar é absurdo.

O respeito pela diversidade é fundamental. E quando cito ''crenças religiosas'' não me limito ao cristianismo. Incluo espiritísmo, islamismo, induísmo, cultura sínica (confucionismo, taoísmo, budismo), satânicos e etc. É exatamente esse leque de opções e culturas que deve ser aberto aos olhos dos novos cidadãos, formadores de opinião.

E em relação ao ceticismo, penso que deve ser tratado com igual respeito. Afinal, não é pela liberdade de escolha que estamos lutando? Criticar tal comportamento é um equívico. Logo, ser agnóstico ou ateu é tão natural e alternativo quanto ser um fiel convicto. Não ter crenças também não é crime.

E para esclarecer: agnosticismo é uma doutrina filosófica que considera o absoluto como inacessível ao entendimento humano. É divido em alguns seguimentos como:

- Agnosticismo Estrito: idéia de que a compreensão ou conhecimento sobre deuses ou o sobrenatural se encontra totalmente fora das possibilidades humanas e que jamais tal será possível.

- Agnosticismo Empírico: idéia de que a compreensão e conhecimento do divino ou sobrenatural não é até ao momento possível mas que se aparecerem novas evidências e provas sobre o assunto tal é uma possibilidade.

Agnosticismo Apático: idéia de que, apesar da impossibilidade de provar a existência ou inexistência de deuses ou do sobrenatural, estes a existir não teriam qualquer influência negativa ou positiva na vida das pessoas, na Terra ou no Universo em geral.

- Ignosticismo: Esse grupo baseia-se no fato de que primeiramente é preciso definir Deus, para apenas posteriormente discutir sua existência.

- Agnosticismo Modelar: idéia de que questões metafísicas e filosóficas não podem ser verificadas nem validadas, mas que um modelo maleável pode ser criado com base no pensamento racional. Esta vertente agnóstica não se dedica à questão da existência ou não de divindades.

E nem por isso vem de encontro a moral ou ética social. Ao meu ver é só mais uma forme de pensar. Um novo angulo para decifrar o sobre natural. A chave da uma relação amistosa entre as inúmeras doutrinas talvez esteja no respeito e aceitação das opiniões diversas. Cada indivíduo tem o respeito de preservar tradições ou mudar o sentido da sua fé. O importante é encontrar a paz em si.