quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Hassassin x_x

O ar lívido matinal estava mais intenso que nunca. A esmo encaminhou-se para a rua, na finalidade de deixar o sangue circular pelo corpo. As paredes branco gelo da casa sufocavam-o e comprimia seu corpo; poderia sentir os ossos sendo pressionados contra os músculos, causando dor. O tal ar lívido poderia ser um presságio: tudo ficará cinza se não houver movimentação, literalmente. A sensação de cólera que se espalha pela a espinha dorsal e espalha raiva manifestava-se, e essa coisa latente era sinal do seus desejo oculto: matar. Ser um assassino não era muito confortável, porém gratificante e prazeroso. A eloqüência estava em ver o sangue correr em forma de fel. Era fel. Mas era doce. Era fel. Mas havia gosto de vitória. Por ser tão cético a culpa não traumatizava; nem importava a vítima, bastava ver o espectro fugaz sair junto ao líquido vermelho, o qual mancha roupas. Majestoso era passear com as mãos pelo corpo ainda quente do aviltado ser no chão. Sentia a boca da vítima que mesmo morta parecia suplicar ajuda. Como qualquer doente psicopata, aplanava dificuldades jogando o seu desejo em margens de rio e obviamente, personalizava o corpo com uma pequena lâmina de vidro fincada no pulso direito. Estava precisando assistir esse espetáculo, pois a um longo tempo não tinha diversão. Pela manhã andou no parque. Havia muitas mulheres e criança no local. Ele gostava da ingenuidade delas, porque em sua mente o ritual tomava mais força; se tornava uma troca de favores; ele poupava o sofrimento terrestre e elas entregavam a alma e o sangue. Algo bem apelativo. Ela tinha 8 anos, loira, branquela, magrinha. Uma quase anjo que precisaria achar o caminho para o céu. Estava perto das flores amarelas, perto de um banco. Sorria livremente, sem imaginar o que iria acontecer. Entreolharam-se através dos feixes de luz que as grandes árvores permitiam iluminar o dia, e algo magnânimo desabrochava; confiança. A atraente menina transformou-se em alvo. Era ela. Era um anjo genuíno. Morreria sorrindo pouco tempo depois. Como uma princesa caminhou em passo lento pelo parque até chegar mais perto do assassino. Ele estendeu a mão com carinho, e acredite, existia o puro carinho pela menininha. Ele evitaria anos de dor e pesar para a anjo princesa. Ela achou interessante a forma convidativa e aceitou com um belo riso alto andar pelo parque. Durante o breve passeio ele observou o local, perguntou pela mãe do anjo que com voz suave avisou: ''moro na esquina. Mamãe deixa eu brincar só as vezes, aqui no parque''. Perfeito. Nem precisou usar a pressa, o plano já era incrível desde a escolha do lugar até a escolha da vítima. ''Dia de sorte'', pensou o assassino. Involuntariamente respirava ofegante em direção ao seu carro, que estava ali perto. A garotinha nada percebeu, e amou a possibilidade de entrar em um carro tão azul. Azul como o céu. O banco de trás estava repleto por bombons, enfeitiçando ela. O sorriso recíproco acalmava o ambiente, e ele se aproximou mais um pouco. Fechou os vidros, pôs uma música instrumental maravilhosa, travou as portas. Sentou bem perto da menina e com muito amor massageou o seu pescoço. Ela gostou... até quando sentiu a falta de ar. Começou a agitar-se. Ele pegou o lenço do bolso e enfiou pela boca da garotinha. Abafou os gritos e apertou mais o pescoço dela. Sussurrando em seu ouvido, gemeu: ''você vai pro céu ser feliz. Não precisa agradecer''. Quando ela já não tinha forças, enfim se calou. Deixou os últimos minutos de sua vida em vão e sem saída se rendeu ao chamado da morte. O assassino viu o espectro circular dentro do carro. Olhou para ele. ''Agradeça depois, quando nos encontrarmos'' tentou falar com a voz que não saia da garganta. Deitou o corpinho bonito no banco e notou um leve sorriso na boca. ''Até morta ela era adorável''. Passou para o banco da frente, dirigiu até o rio, enfiou a lâmina no pulso branco e jogou o corpo com rapidez. Estava satisfeito e aliviado. ''Menos uma'' disse. Quantas vezes teria que fazer isso até encerrar toda dor da humanidade? Quantas vezes mais era necessário interferir no sofrimento das pessoas para apresentar a paz eterna? ''Quantas vezes for necessário'' era o que se passava na mente assassina. ''Matar em busca da paz.'' repetia incessantemente.

2 comentários:

Caio disse...

Caralho brother!Que hitória triste!Queria matar esse cara e nem posso,porra!
Mas caramba que show!Parabens,se tu publicar um livro eu compro na hora!

'G i u. disse...

ele não era mal, ele era humano.

e uhuuuuuuu, já tenho o fã n°1 dos meus futuros livros!\õ/ AUHSUAHSUAHUSHAUSH;X

brinks.

kiss,call me.