quinta-feira, 11 de junho de 2009

Ciclos.


''Tem coisas que não vão sumir, você sabe.'' Nene Altrô sabia o que estava dizendo quando compôs a letra da música ''Ao que é bom nessa vida'', no mais recente CD. Existem coisas/pessoas/sensações que percorrem um longo caminho e mudam de aparência, mas não de essência. Por mais que lutas internas sejam travadas ao fim de romper a coerência e a certeza eterna, nada adianta. São ciclos naturais e inabaláveis. Sempre voltaremos ao mesmo ponto e tudo se repetirá.

Queremos despedaçar a história, é inevitável. Somos assim e fim.
Desejamos um lugar impossível de obter.
Precisamos desfazer-nos de algumas vidas para outras surgirem.
Isso dói, mas faz parte do jogo, no qual nunca ninguém vencerá, pois a vida é maior que nós.

2 comentários:

Iago Barreto disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Iago Barreto disse...

A verdade é que nossa essência nunca muda (a dos verdadeiros e de boa índole - ou não), apesar de que a aparência e outras coisas mudam com o passar do tempo. Mas o molde, a base em que fomos construídos, não.
Outra verdade é: ninguém gosta do que realmente é! Sempre buscamos ser mais, e nunca estamos satisfeito com o que temos. Como você mencionou: "Desejamos um lugar impossível de obter."

Logo após afirmou: "Precisamos desfazer-nos de algumas vidas para outras surgirem."
Isso sem dúvidas, algumas coisas dependem de outras para que fluam, seja em qual setor da vida for.

Lendo os fatos, produzimos conseqüencias, e assim podemos criar novas escolhas.

Realmente "é tudo um grande jogo", jogo da vida, em que ela é maior que nós, porém é necessário sempre estar se erguendo e reerguendo, pois muitas coisas acontecerão a fim de derrubarmos.

"Não há nada sólido embaixo do sol desta vontade de ser
mais!"