sábado, 2 de maio de 2009

Parasitas.


A busca pela liberdade é incessante. Mas o que seria liberdade ? 


Sempre é necessário alguém por perto, limitando os passos. A dependência de viver em conjunto vai de encontro ao desejo anarquico que invade a cabeça humana desde o início dos tempos. Não existe liberdade completa.

Assim como um parasita que retira os meios para sua sobrevivência de um hospedeiro, o homem precisa de um outro organismo latente para sua existência fazer sentido. Outra semelhança entre um parasita e o homem é o fato de que ambos mantêm uma relação desarmônica com o ser pulsante. Uma relação com fins prejudiciais, sem exceção. Repito: não existe liberdade completa.

É fácil passar certo tempo sem o ''seu hospedeiro'', porém não é duradouro.


Mais cedo ou mais tarde a falta desse leva a loucura. Liberdade só existe a dois, pois há troca de energia real e significativa. Então chegamos em um ponto delicado: liberdade a dois pode sufocar.


Só o ''parasita humano'' sabe o que é melhor; uma liberdade solitária temporária ou uma liberdade a dois sufocante.

Eis aqui o dilema de inúmeros guerreiros quase libertos. É melhor morrer pela falta ou pelo excesso ?

Um comentário:

Nathi disse...

Não acho que sejam só estas as duas únicas opções, também não sei se foi isso que a senhorita quis dizer.

Talvez não seja este o ponto.
Diria que o ponto é claro e indiscutível:

"não existe liberdade completa", e então a reflexão a ser feita é:
> Uma liberdade limitada, sendo que a liberdade é a falta de limites e conexões, é liberdade?<

Acho que a liberdade verdadeira, no âmago dos seres, não existe!