segunda-feira, 30 de março de 2009

Carlos Drummond.

As sem razões do amor (Carlos Drummond de Andrade)

Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no elipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

sábado, 28 de março de 2009

'R-A-N-C-O-R-E




P-A-R-A! O que foi aquilo ontem hein ? SHOW DO RANCORE PERFEITO! cara, foi muito, muito, muito bom. Sem noção! não dá nem pra descrever;x até tentei explicar pra a galera o que foi SENTIR o Rancore, mas num dá, não tem condição! muuuiito fooooda!

E depois de ter esperado horas e horas (longuíssimas por sinal) ouvindo bandas tosquíssimas, (toscas porque eu não tava interessada em ouvi-las, mas no geral eram boas.) o Teco e CIA sobem ao palco e tocam nem 8 músicas! acredita ? quase tive um treco. AFF :x Mas valeu, valeeu... foi do caralho. Acho que não houve show tão esperado quanto esse para mim. Deu vontade chorar, porque a emoção era única. Rancore é Rancore, e Teco é Teco [\fato (:

Fiquei junto ao Isaias e Raul. Meio estranho ficar ao lado do Raul... primeira vez que a gente saiu junto depois do fim do namoro. Mas no geral, foi tranquilo (: Eu lembrei que a exatamente, um ano atrás nós estávamos no mesmo local, com a mesma expectativa e em um show de rock. Era show do Sugar Kane. Ai ai, passado; quando quer voltar em forma de lágrimas... num tem jeito! Só que eu aguento. :D

.A última música que os caras tocaram foi a qual me fez gostar do Rancore. Enfim, passado quando quer voltar em forma de lágrimas...


''- eu quero ver Fortaleza insana!'' - Teco, Rancore. 27/03/2009.

VAMOS AFASTAR O FRIO DO NOSSO AR!




quinta-feira, 26 de março de 2009

Machado de Assis - XLV Notas



''Soluços, lágrimas, casa armada, veludo preto nos portais, um homem que veio vestir o cadáver, outro que tomou a medida do caixão, caixão, essa, tocheiros, convites, convidados que entrava lentamente, a passo surdo, e apertavam a mão à família, alguns tristes, todos sérios e calados, padre e sacristão, rezas, aspersões d'água benta, o fechar do caixão a prego e martelo, seis pessoas que o tomam da essa, e o levantam, e o descem a custo pela escada, não obstantes os gritos, soluços e novas lágrimas da família, e vão até o coche fúnebre, e o colocam em cima e transpassam e apertam as correias, o rodar do coche, o rodar dos carros, um a um... Isto que parece um simples inventário, eram notas que eu havia tomado para um capítulo triste e vulgar que não escrevo.''

Memórias Póstumas de Brás Cubas, p. 76 cap. XLV Notas - Machado de Assis .

Li isso minutos antes da aula de química hoje, no Farias Brito. No momento exato. Nenhum minuto a mais ou a menos. Perfeito e triste. Perfeito e morto. Morto e frio.

segunda-feira, 23 de março de 2009

First of all (:



sabe, eu sempre quis um fazer um blog;x mas é tão difícil aceitar outras pessoas no seu mundo...
primeira vez que tô postando algo. E nem sei o que dizer ¬¬' tem tanta coisa na minha cabeça nesses dias que me perco nas palavras. Na realidade, nunca soube usá-las, afinal, sentimentos não podem ser descritos. É tudo muito inefável D:
preciso ir agora.
é muita coisa na mente e pouquíssimo tempo pra viver ;/
beijo com brigadeiro ;*