quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

a culpa são das pessoas.


Acho que essa minha mania de ignorar e banalizar as pessoas anda me prejudicando. Faz alguns anos que não amo ninguém. Faz algum tempo que não sinto uma grande paixão. A culpa é dessas pessoas que insistem em me machucar, e como defesa faço e desfaço em cima da cabeça de cada uma. Até que eu gosto desse meu pingo de veneno. Não que eu seja uma pessoa má, mas é a pura verdade: eu gosto muito de maldade. Sem hipocrisia, é sério. Eu gosto. Eu adoro.

As vezes cansa, sabe. É muito bom esta imune a sentimentos eufóricos que desestabilizam o meu modo de raciocinar. Porém dá um tédio de vez enquanto... qual a graça eterna de está sozinha, por cima dos fracos amantes acompanhados? Me cansa. Me dói. Nem todas as bocas que já provei compensam meu velho amor. Velho amor, lindo amor, verdadeiro amor, intenso amor e todos os outros adjetivos singelos e cabíveis para meu amor. Nessa noite, estou afim de ver meu amor.

As vezes pego o carro e vou à casa dele, esperá-lo na esquina. Nunca me vê ou finge que não me vê. Tanto faz... para mim basta a possibilidade de me ver. Então ele passa e eu sinto raiva dos outros amantes felizes nesse mundo a fora. Vou para um barzinho, próximo de Ipanema, qual frequentávamos, eu e meu eterno amor, que eu finjo não amar porque eu grito aos quatro ventos que não acredito em amor mas o amo em segredo. Eu só o amo para poder viver e vivo para amá-lo as vezes.

Minha vida sem ele não tem cor, porém ninguém (nem meu amor) pode sabê-lo. Caso contrário as outras bocas que beijo e não amo ficarão com ciúmes e não há nada pior que dizer ''eu te amo, meu benzinho. Não fica assim. Confia na minha palavra''. E então as bocas confiam. Que tolas são minhas bocas... e eu gosto. São um ótimo passatempo.

Bem, essa noite preciso tanto do meu amor que talvez, se não encontrá-lo, enlouquecerei. Quero agora mesmo um seguro amor ou um outro amor para dormir em paz, já que o meu... nem é tão meu assim. Já se foi. Perdeu-se no tempo e ficou na história de amor mais linda da minha vida.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

versos em folhas secas.


Eu preciso de um amor
belo e profundo
maior que esse mundo
sem um pingo de pudor.

Alguém que corra comigo
pela manhã, na beira mar
e mesmo sem rumo ou destino
enxergue nos meus olhos algo em que possa confiar.

Meu coração anda meio perdido e ainda
minha mente diz que não
que o problema não é solidão
o difícil e querer ter mais do que poderia.

Grito por alguém de sentimento
puro e terno
que faça cada momento
ser firme, forte e certo.

Desejo dormir numa casa em chamas
só para ser sua protegida (somente sua)
mesmo que seja por um único dia
sentir sua calma em meio aos meus dramas.

Nada de um homem correto.
Preciso beber um cálice de vinho branco
com a delicadeza de um feto
porém, intenso, para fazer desabar meu antro.

Assim penso em viver
do modo mais eterno
sendo feliz ou queimando no inferno
pois o que vale na vida é te ter.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Brasil nas mãos do Lula.


Começo afirmando que não tenho ligações e/ou atuação na defesa de qualquer partido político.


05/10/2009 - 08h31
Brasil fica em 75º lugar no ranking do IDH
Fabiana Uchinaka
Do UOL Notícias
Em São Paulo

'' O Brasil está na 75ª posição no ranking do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), que avalia 182 países, e teve uma pontuação de 0,813, por isso permanece no grupo dos países considerados de alto desenvolvimento humano - aqueles com IDH superior a 0,800. No último levantamento, o país aparecia na 70º posição, mas com índice menor: 0,807. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (5) pelo Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) e referem-se ao ano de 2007.

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) mede os avanços alcançados por um país em três aspectos: vida longa e saudável (baseado na esperança média de vida ao nascer), acesso ao conhecimento (baseado na alfabetização e na escolarização) e nível de vida digno (baseado no PIB per capita associado ao poder de compra em dólares americanos). Os países são classificados dentro desses aspectos em valores médios entre 0 e 1.

Noruega, Austrália e Islândia ocupam os três primeiros lugares do ranking, com índices de 0,971, 0,970 e 0,969, respectivamente. Na outra extremidade, Níger (0,340), Afeganistão (0,352) e Serra Leoa (0,365) tiveram os piores índices. O Afeganistão volta ao ranking depois de ficar 13 anos fora. ''


A melhora no indicador brasileiro tem relação com o aumento da taxa de alfabetização do país, que foi de 88,6% para 89,6%, no ano passado. Além disso, outros fatores podem ter contribuido para o leve crescimento: o aumento da expectativa de vida - passou de 71 para 72 anos - e do PIB per capita,queem 2008 era de 8.949 dólares. Em miudos, teoricamente o Brasil é um país de ''primeiro mundo''.

Tudo isso se deve ao esforço contínuo de um cara, nascido no interior do Pernabuco, sem a menor perpectiva de vida. Um cara que com doze anos de idade precisou trabalhar numa tinturaria para ajudar a mãe. Alguém que se envolveu (como também apaixonou-se) pela política e desde então luta pelo povo: Luiz Inácio Lula da Silva, atual presidente do Brasil. O brasileiro que mais cadidatou-se à presidência da República do Brasil - cinco vezes - e exerce o oficio desde 1° de janeiro de 2003.

Atuou como sindicalista em São Bernardo do Campo, no Sindicato dos Metalugicos, chegando a presidencia do grupo. Em 1978, foi uma das lideranças sindicais que restauraram a prática de greves públicas de larga escala, que haviam cessado de ocorrer desde o endurecimento repressivo da ditadura militar na década anterior.

Durante o movimento grevista, surgiu a idéia de fundar um partido representante dos trabalhadores e em 1980, Lula se juntou a sindicalistas, intelectuais, católicos militantes da Teologia da Libertação e artistas para formar o Partido dos Trabalhadores (PT).

Sua consolidação política, na minha opinião, fora estabelecida a poucos dias atrás, quando o Rio de Janeiro, enfim, tornou-se sede das Olimpíadas de 2016. É imaginável, algo do genero? Uma pessoa nascer em meio da miséria e chegar ao poder de um país, transfomar esse tal país numa economia potencial e ainda por cima, fazê-lo sediar um evento que reune a atenção mundial! isso é genial!

Incluindo a Copa do Mundo, os pontos positivos e mudanças que ocorrerão durantes os próximos anos no Brasil, revolucionarão a vida da população. Fala sério, será uma nova cabeça, cultura, visão, economia, reputação... e tudo se deu através da humildade do Lula. Não apoio ou admiro o PT, nem acompanho a história dos seus representantes, porém as lágrimas daquele homem me comoveram ao ponto de pelo menos respeita-lo. Quem diria que chegaríamos no auge pelas mãos de um simples operáio que era um analfabeto estrutural. É como se diz: querer é poder.

Parabens ao Lula. Sua nova conquista realmente merece o orgulho e respeito dos brasileiros.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Domingo Santo

A necessidade de comparecer a uma celebração espiritual comunitária vem de cada indivíduo. As pessoas devem engolir tradições da família desde o nascimento, obrigatoriamente. Sem escolhas, glorificamos deuses que muitas vezes não compreendemos e talvez nem existam.

Ir à missa ou qualquer outro culto de adoração conta a sua vontadade, torna-se um martírio. Ouvir hinos obsoletos, rezar três ou quatro orações tolas e contribuir financeiramente (o mais importante, claro) com a instituição não faz de você um fiel. Pelo contrário; é um terrível pecado devido tamanha hipocrisia.

Se há fé inabalável em um ser superior,há também lógica em frequentar esse cultos tão sagrados. Com toda admiração e respeito digo: se tens confiança e conceitos sólidos para defender sua tese, lute até o fim pela mesma. Ter crenças não é crime, porém não ter a liberdade de escolha para definir o que queres seguir,e em que queres acreditar é absurdo.

O respeito pela diversidade é fundamental. E quando cito ''crenças religiosas'' não me limito ao cristianismo. Incluo espiritísmo, islamismo, induísmo, cultura sínica (confucionismo, taoísmo, budismo), satânicos e etc. É exatamente esse leque de opções e culturas que deve ser aberto aos olhos dos novos cidadãos, formadores de opinião.

E em relação ao ceticismo, penso que deve ser tratado com igual respeito. Afinal, não é pela liberdade de escolha que estamos lutando? Criticar tal comportamento é um equívico. Logo, ser agnóstico ou ateu é tão natural e alternativo quanto ser um fiel convicto. Não ter crenças também não é crime.

E para esclarecer: agnosticismo é uma doutrina filosófica que considera o absoluto como inacessível ao entendimento humano. É divido em alguns seguimentos como:

- Agnosticismo Estrito: idéia de que a compreensão ou conhecimento sobre deuses ou o sobrenatural se encontra totalmente fora das possibilidades humanas e que jamais tal será possível.

- Agnosticismo Empírico: idéia de que a compreensão e conhecimento do divino ou sobrenatural não é até ao momento possível mas que se aparecerem novas evidências e provas sobre o assunto tal é uma possibilidade.

Agnosticismo Apático: idéia de que, apesar da impossibilidade de provar a existência ou inexistência de deuses ou do sobrenatural, estes a existir não teriam qualquer influência negativa ou positiva na vida das pessoas, na Terra ou no Universo em geral.

- Ignosticismo: Esse grupo baseia-se no fato de que primeiramente é preciso definir Deus, para apenas posteriormente discutir sua existência.

- Agnosticismo Modelar: idéia de que questões metafísicas e filosóficas não podem ser verificadas nem validadas, mas que um modelo maleável pode ser criado com base no pensamento racional. Esta vertente agnóstica não se dedica à questão da existência ou não de divindades.

E nem por isso vem de encontro a moral ou ética social. Ao meu ver é só mais uma forme de pensar. Um novo angulo para decifrar o sobre natural. A chave da uma relação amistosa entre as inúmeras doutrinas talvez esteja no respeito e aceitação das opiniões diversas. Cada indivíduo tem o respeito de preservar tradições ou mudar o sentido da sua fé. O importante é encontrar a paz em si.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Definitivos.


11 horas da noite em seu quarto tão escuro e a mulher com o cigarro na mão direita ainda sentia a necessidade da libertação mental. Seus cabelos pretos e secos combinavam com aquele sadismo. A alma também escura, estava, talvez perdida entre os feixes de lembranças divinas que compunham sua vida. Dentro de algumas caixas de sapato escondia a vida da morte. Ou vice-versa.

Os quadros que ela infernalmente pintava retratando suas lembranças davam um pouco de calor e cor ao ambiente, mesmo ao negrume intenso. A cama também era só lembranças. E paredes, cortinas, travesseiros, tapete, janelas, portas, cinzeiro e cordões dourados. A mulher depressiva que fumava um Definitivos incessavelmente com ardor era a própria Lembrança.

1 hora da manhã. A Lembrança vagava na memória e queria desfazer-se do que rondava sua cabeça. Sentou na janela sentindo o vento fresco e seco, assim como seus cabelos, tão frio da madrugada. Era um lugar muito bonito onde morava. Havia plantas por todo lado e muitos quadros. A fumante mantinha olhos lacrimejantes e bem abertos. Esses olhos cor de mel andavam tristes pelo simples fato de existirem. Ela os fechou com imenso atordoamento, respirando fundo e tomando todo o ar que podia. Depois de longos segundos expirou o ar abafado, preso em seus pulmões... Fez mais uma vez. E outra, outra, outra. Foi-se a tensão. Agora ela estava toda em júbilo devido ao movimento que fazia com a caixa toraxica. Havia decidido o próximo passo.

Cortar. Cortar as lembranças que havia naquele pequeno quarto pintado e sem cor. Como uma boa artística plástica, entendia o quanto significava destruir, recomeçar pintar, descolorir, cortar, rasgar e fazer de novo. Tudo o que foi tocado pelas mãos finas ela destruíra. Desde os lençóis aos amados quadros. Pensou em mutilar-se por completo, pois não houve objeto mais tocado pelas mãos que ela. A mulher estava inteiramente suja, contaminada com aquelas mãos de criança. Seu rosto pálido fora marcado nesta madrugada. Não pensou duas vezes antes de agir; o Definitivos fumaçante encostou com alívio em sua palidez. A dor nem fora tão grande; gostou da sensação de estar viva. Passou o cigarro em brasa pelo pulso e pressionou-o com força e em risadas altas.

Ela destruíra o rosto e o pulso com felicidade. As mãos imundas já era esquecida em seu atordoamento. No quarto arruinado a luz começara a entrar; o dia aparecia com rapidez. Notou que o maço de cigarro acabara. Procurou qualquer roupa descente dentro do seu caos. Sentou de novo na janela que a aconselhava. Na verdade, não sabia o que fazer nem o que pensar. Voltava, olhava para o espelho e a marca latejante ainda permanecia forte.

Entrou em um banho longo e impulsivo, porém percebeu que nada fora válido. O perfume das mãos permanecera, mesmo com os cortes e recortes. Fugira então da realidade. As mãos consumiram sua vida, ser e mente. Ficara louca e não havia ninguém para ajudar. Entrou em pânico ao lembrar do cigarro. Queria-o com todo paixão e o ataque de loucura poderia ser amenizado com um novo maço. Viu o relógio. Tudo estaria fechado naquele horário, ainda. O coração acelerou pela falta da fumaça cinza dentro do organismo. Os minutos não passavam, o quarto girava, a janela chamava, o espelho gritava. Ela precisava da sua paixão, do seu companheiro de todas as horas. Jogou-se. A janela chamava com suave voz, então jogou-se como um pássaro em pranto. Assim terminou a melancolia de seus dias. Assim se fora a sujeira em sua alma. A mãos finas estavam, enfim, longe das lembranças.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

15 anos (:


Quando criança acreditava que a vida iria começar aos 15 anos. Era esse o motivo pelo qual as garotas vestiam-se de rosa, davam uma bela festa e colocavam nos classificados do jornal o ''procura-se namorado''. Se tornavam independente e comemoravam: se revelavam para o mundo.

Obstante, o tempo é um sujeito passível e volátil que faz crer em outros contos. O tal amadurecimento mental eloquente temporal escreveu contos sórdidos, furtivos, periclitantes e alguns eram felizes também. Vivendo e sentindo o aroma das rosas descobriu que existir (ou sobreviver) é o encaixe de milhões de contos tolos. Ter 15 anos pode ser tétrico. Ou ridículo. Ou nada. 15 anos representa o âmago da vida. Luz e poder latentes.

Agora é uma nova história. Nova narrativa medíocre com cabeça feita e meramente conturbada devido a sua indissiocrasia do cão. Antes era garotinha mimada; hoje mulher teimosa e idônea. Consolidando passos a esmo... seguindo exasperadamente o rastro da fumaça tíbia. A caixa vermelha no fundo do guarda-roupa engole as lembranças intactas. Aquela caixa continua protegendo a infância da atual mulher de 15 anos.

O paroxismo queima a alma, mas ainda assim é algo superficial. 15 anos não significa nada se és promíscua. Melhor dizer; hermética. 15 anos significa um mundo se és um pandemônio. Melhor dizer; loucura viva.

Não há necessariamente o vestido rosa, nem festinha, muito menos o namorado comprado. Quando se vive dentro de um conto de 5° categoria vale tudo. Espera-se tudo. Sonha-se tudo.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Hassassin x_x

O ar lívido matinal estava mais intenso que nunca. A esmo encaminhou-se para a rua, na finalidade de deixar o sangue circular pelo corpo. As paredes branco gelo da casa sufocavam-o e comprimia seu corpo; poderia sentir os ossos sendo pressionados contra os músculos, causando dor. O tal ar lívido poderia ser um presságio: tudo ficará cinza se não houver movimentação, literalmente. A sensação de cólera que se espalha pela a espinha dorsal e espalha raiva manifestava-se, e essa coisa latente era sinal do seus desejo oculto: matar. Ser um assassino não era muito confortável, porém gratificante e prazeroso. A eloqüência estava em ver o sangue correr em forma de fel. Era fel. Mas era doce. Era fel. Mas havia gosto de vitória. Por ser tão cético a culpa não traumatizava; nem importava a vítima, bastava ver o espectro fugaz sair junto ao líquido vermelho, o qual mancha roupas. Majestoso era passear com as mãos pelo corpo ainda quente do aviltado ser no chão. Sentia a boca da vítima que mesmo morta parecia suplicar ajuda. Como qualquer doente psicopata, aplanava dificuldades jogando o seu desejo em margens de rio e obviamente, personalizava o corpo com uma pequena lâmina de vidro fincada no pulso direito. Estava precisando assistir esse espetáculo, pois a um longo tempo não tinha diversão. Pela manhã andou no parque. Havia muitas mulheres e criança no local. Ele gostava da ingenuidade delas, porque em sua mente o ritual tomava mais força; se tornava uma troca de favores; ele poupava o sofrimento terrestre e elas entregavam a alma e o sangue. Algo bem apelativo. Ela tinha 8 anos, loira, branquela, magrinha. Uma quase anjo que precisaria achar o caminho para o céu. Estava perto das flores amarelas, perto de um banco. Sorria livremente, sem imaginar o que iria acontecer. Entreolharam-se através dos feixes de luz que as grandes árvores permitiam iluminar o dia, e algo magnânimo desabrochava; confiança. A atraente menina transformou-se em alvo. Era ela. Era um anjo genuíno. Morreria sorrindo pouco tempo depois. Como uma princesa caminhou em passo lento pelo parque até chegar mais perto do assassino. Ele estendeu a mão com carinho, e acredite, existia o puro carinho pela menininha. Ele evitaria anos de dor e pesar para a anjo princesa. Ela achou interessante a forma convidativa e aceitou com um belo riso alto andar pelo parque. Durante o breve passeio ele observou o local, perguntou pela mãe do anjo que com voz suave avisou: ''moro na esquina. Mamãe deixa eu brincar só as vezes, aqui no parque''. Perfeito. Nem precisou usar a pressa, o plano já era incrível desde a escolha do lugar até a escolha da vítima. ''Dia de sorte'', pensou o assassino. Involuntariamente respirava ofegante em direção ao seu carro, que estava ali perto. A garotinha nada percebeu, e amou a possibilidade de entrar em um carro tão azul. Azul como o céu. O banco de trás estava repleto por bombons, enfeitiçando ela. O sorriso recíproco acalmava o ambiente, e ele se aproximou mais um pouco. Fechou os vidros, pôs uma música instrumental maravilhosa, travou as portas. Sentou bem perto da menina e com muito amor massageou o seu pescoço. Ela gostou... até quando sentiu a falta de ar. Começou a agitar-se. Ele pegou o lenço do bolso e enfiou pela boca da garotinha. Abafou os gritos e apertou mais o pescoço dela. Sussurrando em seu ouvido, gemeu: ''você vai pro céu ser feliz. Não precisa agradecer''. Quando ela já não tinha forças, enfim se calou. Deixou os últimos minutos de sua vida em vão e sem saída se rendeu ao chamado da morte. O assassino viu o espectro circular dentro do carro. Olhou para ele. ''Agradeça depois, quando nos encontrarmos'' tentou falar com a voz que não saia da garganta. Deitou o corpinho bonito no banco e notou um leve sorriso na boca. ''Até morta ela era adorável''. Passou para o banco da frente, dirigiu até o rio, enfiou a lâmina no pulso branco e jogou o corpo com rapidez. Estava satisfeito e aliviado. ''Menos uma'' disse. Quantas vezes teria que fazer isso até encerrar toda dor da humanidade? Quantas vezes mais era necessário interferir no sofrimento das pessoas para apresentar a paz eterna? ''Quantas vezes for necessário'' era o que se passava na mente assassina. ''Matar em busca da paz.'' repetia incessantemente.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

conhecimento e informação

conhecimento sm - 1.ato de conhecer 2.nível, grau de relações entre pessoas 3.o saber. pl 4.o volume de saber e informação de uma pessoa

informação v - 1.dar notícia de uma coisa 2.dar informe ou parecer sobre 3.instruir 4.confirmar 5.interar-se, tomar informação. (referente a informação)

Qual a diferença entre conhecimento e informação? O professor de geografia me fez essa pergunta, então a fim de encontrar respostas, parei pra refletir: Conhecimento é o que realmente nós colhemos, selecionamos e guardamos na memória por longo período, já informação é a mera notícia que recebemos e logo se vai pelo esquecimento. O professor falou também sobre uma futura profissão denominada ''selecionador de informações'' encarregada de coletar somente aquilo necessário para nosso conhecimento, pois no dia-a-dia somos devorados por uma série de notícias sem nexo, atordoantes e bem inúteis (em grande maioria). A falta de mão-de-obra competente também foi citada na aula. No Brasil há cerca de 191 milhões de habitantes, sendo que 180 milhões não são qualificados para exercer bons cargos, quais requerem no mínimo um diploma. Esse despreparo motivou-se pelo baixo nível da educação e a perca do foco do aprendizado no país, com a falta de cursos profissionalizantes. Mesmo mascarando esses fatos com mil e uma estatísticas relacionadas à alfabetização populacional (que vem crescendo em número, e não em qualidade), intitulando-se uma nação com características de um país desenvolvido, na prática é comprovado a falta de conhecimento e eficiência do trabalhador brasileiro. Simplesmente 90% da população não está preparada para competir com os 10% restante qual tem uma base mais firmada em conhecimento. A questão do desemprego é um equívoco. Óbvio que há desemprego no Brasil ( e em qualquer lugar do mundo), porém a realidade nacional é outra: gente despreparada em excesso procurando e brigando por vaga em setores onde não é obrigatória a capacidade intelectual (só braçal) e a falta de pessoas nos demais setores que exigem um conhecimento mínimo. Emprego tem sobrando, entretanto não existe quem tem cacife para atuar em determinadas áreas. Para esse quadro mudar o Estado precisa apoiar e disponibilizar mais recursos para o estudo científico no Brasil. Claro que a população também deve colaborar e agarrar todas as possibilidades possíveis do crescimento intelectual e pessoal. Educação é tudo, mas para chegarmos no patamar idealizado, o governo e cidadão devem agir em comunhão, caso contrário o objetivo será inexpugnável.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

crime contra a juventude!




''Adotar toques de recolher para crianças e adolescentes em Fortaleza. Essa é a ideia que o conselheiro tutelar Daniel Carneiro propõe estabelecer. O objetivo é diminuir os índices de violência envolvendo quem tem menos de 18 anos. “A cidade de Fernandópolis (SP) fez isso e reduziu em 60% a criminalidade” colocou ele.
Pela proposta, crianças de até 13 anos teriam que estar em casa até 20h30min. Adolescentes até 15 poderiam ficar na rua até as 22 horas. Os de 16 e 17, até 23 horas. Depois desse horário, estando na rua sem a presença dos pais, as crianças seriam levadas para o conselho tutelar que entraria em contato com os responsáveis.'' - O povo, 27 Mai 2009.

Estamos em pleno século XXI, no auge dos tempos e simplesmente tentam impor uma lei antética, a qual vai de encontro ao regime democrático em que vivemos! Onde ficará a nossa liberdade? É certo morrer sufocado e ainda tachado como o culpado pela ineficiência do Estado em manter a ordem? Já não basta o medo infernal da violência urbana e agora seremos também os ''fora da lei'' da vez? É inadmissível a aprovação de tal agressão aos jovens! Nós temos o direito à cidade e espaço público, e nos dias atuais é mais que necessário esse lazer! Segundo a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, todo cidadão tem a liberdade de ir e vir. Restringir esse direito é uma arbitrariedade! Além do mais, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente só poderá ser privado de liberdade o adolescente que for flagrado cometendo alguma infração! Não podemos aceitar essa proposta, muito menos ceder a insistências, pois é um crime contra a parcela jovem de nossa cidade! As questões que levam um adolescente aos delitos são outras: carência de educação, fome, meio social, moradias inapropriadas, convívio com outros criminosos e etc, mas um direito básico nada implica nisso! Se é para por fim em equívocos morais e éticos quais afetam toda a população, que comece pelo Senado!O aprisionamento domiciliar não se encaixa como melhor saída para o controle da criminalidade e violência urbana! Precisamos impedir essa falta de respeito e se for necessário recorreremos a rebeliões, porém não poderemos calar nossa voz!

Crise no Senado - Parabéns Sarney!


O parlamentar mais antigo ativo no Congresso Nacional, José Sarney, enfim por respirar aliviado. Após o arquivamento das denuncias contra o Presidente do Senado, todos estão na expectativa que a harmonia se dissipe entre os coleguinhas bondosos. A grande crítica que afetou o seu terçeiro mandato, foi a acusação de Nepotismo, qual gerou até movimentação na Internet com a campanha #forasarney. O nepotismo não foi o único escândalo envolvendo o político. Há uma indigesta lista, entre os quais estão o auxílio-moradia, sendo que Sarney tem casa própria; conta no exterior (onde não quis se pronunciar), atos secretos, Fundação José Sarney que desviava verbas da Petrobrás para firmas-fantasmas de empresas da família do Senador, segurança pública usada em sua casa, a polêmica da ''Casa Esquecida de 4 milhões de reais'' omitida nas declarações à Justiça eleitoral, o tráfico de influência e mais. Do Senado não se espera mais nada, pois absorver o pior presidente da história do Brasil, quem também é o atual Senhor Feudal do estado do Amapá e Maranhão percebe-se como o fim da honestidade. A região onde ele atua é a mais pobre e subdesenvolvida do país, e proporcionalmente a Família Sarney enriquece, e vale lembrar que a mais antiga oligarquia política vigente no país é a Família Sarney. Além de várias brigas, bate-bocas e a complacência do Presidente Lula a favor de Sarney, tudo voltará a paz eterna. Homens dignos como Aloizio Mercadante são pressionados pelo seu partido oco, e mesmo contra vontade, a obrigação de fortalecer a aliança política se sobressai. Infelizmente, isto é o Brasil, local de praias, mulheres bonitas, políticos cínicos e vida mansa. E claro, muita riqueza... por parte do Senado.

sábado, 22 de agosto de 2009

o sem nome, nexo e sexo.


Não tolero notá-lo assim: feliz, mesmo sem minha alma junto a sua. Eu não gosto desse seu sorriso torto, nem do andar leve e despreocupado. Gosto menos ainda dessa alegria exarcebada que você exala. Prefiro tê-lo morto que encarar tal condição. Não veja-me com maus olhos, porém é a verdade e não tenho vergonha da promessa de morte que faço aqui. Assimile, interprete, decifre e compreenda meus sentimentos e verás que faço por piedade...por ti. Quando fico longe vem uma saudade desproporcionada em direção a mim, como se fosse uma bala perfurando meu peito. Se fico perto o corpo treme, as mãos gelam, e paro de raciocinar. Êxtase. Sem reação. Nem tão distante, nem tão ao lado ficaremos para sempre. Precisaremos somente da gentileza do universo, que ficará ao nosso favor. Nem perto nem longe, nem longe nem perto; para não abalar o plano mestre.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

hard core (:


Hardcore vai além de canções curtas, letras críticas e um som rápido. Para quem compreende a ''ideologia hardcore'', observa uma série de mensagens inteligentes que cooperam na formação da personalidade de um indivíduo, mais especificamente, do jovem. Uma visão coerente sobre a sociedade, política, educação, liberdade e reflexão do papel desse jovem no meio em que vivi.

Anti-alienação, anti-repressão, anti-hierarquia, anti-hipocrisia: tudo faz parte da ideologia hardcore, fundamental na construção de um cidadão consciente exercendo seu dever para o bem estar geral. Para uns é um simples barulho, gritos e frases clichês repetitivas. Estes alegam que esse estilo musical é ultrapassado, para outros não há beleza nem nexo e ainda existe aqueles que dizem gostar e fazer parte do movimento, porém não absorvem os princípios básicos que o hardcore prega.

Hardcore não é só mais uma vertente do rock. É um sentimento, uma força e não pode ser medida nem comparada. Hardcore vai além de palavras. Existe beleza sim, aos olhos de quem aprecia o estilo. É uma paixão, algo quente que implodi e circula dentro do seu corpo. É mais que uma forma de expressão; você se enxerga e compreende o mundo a sua volta com seus erros e problemas, mas conscientes do que pode ser feito para que a situação melhore.O homem é movido por amor, sendo que cada um tem o direito de adorar aquilo que acredita ser correto e conveniente. O que é bom para um, pode ser detestável ao outro e assim é necessário respeito com a cultura do próximo.

Se você é pagodeiro, regueiro, funkeiro e acha adequado, siga até a morte sua paixão. Você é livre para isso (e essa é mais uma característica do hc), entretanto seja verdadeiro. Estude a ideologia a ser seguida e veja se isso acrescenta na sua vida e seja feliz como nunca se permitiu.

Carlos Drummond de Andrade

Quero, Drummond de Andrade.


Quero que todos os dias do ano
todos os dias da vida
de meia em meia hora
de 5 em 5 minutos
me digas: Eu te amo.

Ouvindo-te dizer: Eu te amo,
creio, no momento, que sou amado.
No momento anterior
e no seguinte,
como sabê-lo?

Quero que me repitas até a exaustão
que me amas que me amas que me amas.
Do contrário evapora-se a amação
pois ao não dizer: Eu te amo,
desmentes
apagas
teu amor por mim.

Exijo de ti o perene comunicado.
Não exijo senão isto,
isto sempre, isto cada vez mais.
Quero ser amado por e em tua palavra
nem sei de outra maneira a não ser esta
de reconhecer o dom amoroso,
a perfeita maneira de saber-se amado:
amor na raiz da palavra
e na sua emissão,
amor
saltando da língua nacional,
amor
feito som
vibração espacial.
No momento em que não me dizes:
Eu te amo,
inexoravelmente sei
que deixaste de amar-me,
que nunca me amastes antes.

Se não me disseres urgente repetido
Eu te amoamoamoamoamo,
verdade fulminante que acabas de desentranhar,
eu me precipito no caos,
essa coleção de objetos de não-amor.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Cotidiano


Abre os olhos. Boçeja. Vê o teto. Escuta o tic-tac do relógio. Respira fundo. Levanta. Vai ao banheiro. Encara o espelho. Não gosta do que vê. Liga o chuveiro. Demora no banho. Pega a toalha e volta pro quarto. Senta na cama. Espera algum sinal de vida rondando por ali. Não encontra ninguém. Demora mais um pouco. Passatempo. Passa um tempo.

Decide ir para a sala. Não há nada ali. Vai para o sofá. Liga a tv. E não há nada pela tv também. Muda de canal. De novo. E de novo. Sente fome. Mas tem preguiça. Levanta mais uma vez. Toma café gelado. Pega um livro qualquer. Lê a primeira página.

Não gosta da história. Não gosta de livros. Não gosta de filmes. Não gosta de praia. Não gosta de teatro. Talvez goste de tudo, sim. É, gosta. Só não tem o hábito de praticá-los. Hábito ou tempo. Tanto faz.

Confere o celular. Lê e-mails. Começa a pensar no programa do dia: trabalhar, trabalhar e trabalhar. Lembra do relógio. Põe no pulso. Marca a hora: 8:00h. Mais 1 hora o sossêgo acaba. O tédio também acabará em 1 hora.

Volta para o sofá. Olha para a janela. Tem o céu, o mar e pessoas no lado de lá. Sorri da garotinha que caiu na beira da praia. Entra em transe. Pensa no seu futuro. Lembra dos sonhos. Reflete sobre as realizações.

Acha melhor tentar entender a pintura da parede à frente. Todos os dias faz uma interpretação diferente do quadro. Encosta a cabeça na sua preciosa mobília. Nota cada detalhe da sala. Cai uma lágrima. Duas. Três. Vê o seu reflexo na mesinha de vidro. Quatro ou cinco.

Se toca no chão frio.Lembra daquele velho cd. Escuta a primeira música. Não agrada. Escuta a segunda. Seis e sete. Na terçeira faixa, sorri. Oito. Nove. Muitas. A música era encantadora. E depressiva, claro. A música. Há música. Fica sem as sandálias. Sente o chão frio. Senta no chão frio. Deita no chão frio. Tem ataque de riso no chão frio. E depois de choro.

Consulta o relógio mais uma vez. 8:45h. Respira. Engole as lágrimas. Volta pro quarto. Tira a roupa. Põe outra roupa. Ri da roupa. Não gosta da roupa. Penteia o cabelo. Já é hora de viver, enfim. Viver é trabalhar. Vê o sangue correr. Organiza meia dúzia de papéis e sai para ser feliz. Passando o tempo. Passou o tempo.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

são as mesmas bocas.



Quando uma história não morre de vez, volta com maior força. Se torna uma série de socos no estômago até chegar ao fim.

As bocas são as mesmas bocas.
O mel ainda é o mesmo mel.
As mãos são mãos.
Mas os olhos, não.

Ela poderia está ao meu lado dentro de sua eterna insensatez que eu não reclamaria.
Abraçaria.
Beijaria.
Morderia.
Mas não amaria, não.

Se ela não fosse tão impetuosa, talvez me apaixonaria.
seios.
gestos.
cabelos.
mas seus pensamentos, não.

E na atenção de trazê-la, perdi um mundo.
em vão.
tão.
são.
louco ou não.



''Sei que nada é por acaso e os caminhos se cruzaram e imaginar, tendo certo ou errado com base o seu passado, e a solidão que nos faz acreditar... e a noite anoitecendo'' - Acaso, Piron Heron.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

A paixão segundo L.


A cada vez que ameaçava a garota com a garrafa quebrada, ela sentia mais e mais medo. Porém, quando ele fincava a ponta da garrafa nos braços, costas e seios de Manuella ela sentia mais e mais prazer. Manuela gostava de estar ali e ver os cacos de vidro com seu sangue. Ele não fazia por mal; na verdade, amava Manuella. Toda dor se transformava em gozo para os dois. Essas sessões de espancamentos constante não eram provas de perversão. A violência usada nesse relacionamento era a paixão a qual existia entre eles, que destruía a vida do casal.

Manuella tinha 15 anos e expermentou todos os pecados que possa imaginar. Ser torturada pelo namorado era o mínimo. Ela ficava satisfeita com os ferimentos que se acumulavam em seu corpo e às vezes, pedia para ele beijar cada corte, cada hematoma. Quando tudo acabava, ele tinha crises histéricas, e chorava ao abraça-la. Beijava a menina repetindo sem parar que a amava.

No fim, todos os amores são assim: sessões de espancamentos constantes, independente de como seja a forma da agressão. Qualquer misera paixão machuca...a diferença é que algumas são internas e outras explodem. A paixão dele por Manuella atravessa limites óbvios da sensatez. E ela... bem, ela aceitava tudo aquilo com um enorme sorriso. Ela era escrava sexual, usava drogas, praticava alguns furtos... já estava acostumada com esse mundo. Não acreditava em amor e exatamente por isso deixava ele cometer as agressões: queria sentir o que é amor, nem que fosse por algumas horas. O que acontecia entre eles era algo especial, e ela percebia isso.

Os olhos escuros que ele possui, hipnotizavam Manuella. A garota estremecia em lembrar daquele rosto sério e suado encarando ela, de forma singela e fria. Cada parte de seu corpo foi possuída por ele, e não havia como parar. Ela sonhava com aqueles olhos, todas as noites. Ela sonhava em tê-los para sempre. Talvez a grande paixão de Manuella não seja o seu seu namorado, mas os olhos escuros que ele tinha. A voz dele encantava também. E aquelas mãos... as mãos dele em sua cintura, era a coisa mais sexy que poderia haver. Se encaixavam perfeitamente, como num quebra-cabeça. Aquelas mãos já rasgaram o rosto fino de Manuella.

Houve uma vez que a menina estava inquieta de tanto esperar o tal amor. Implorou ao seu namorado que a matasse. Ele entrou em pânico, pois não conseguiria -la morta. Manuella fez ele cheirar algumas coisas, até ter coragem para tal. Ele sabia que seria o melhor para Manuella. Sabia que prejudicava a moça, e que mais cedo ou mais tarde chegariam a morte numa das torturas.

Foram longos 40 min...e o tiro foi certeiro. Naquele corpo lindo e nu que sangrava incansavelmente estava alojada uma bala com gosto de paixão. Ele beijava a garota com tanto carinho e atenção que Manuella tinha vontade de rir. Estava morrendo e ainda assim não conheceria o amor. A garota se foi sem senti-lo. Na maioria dos romances ao longo da vida a história se repete; não há amor: só agressão, paixão e dor.


p.s: dedicado ao LUCIANO OLIVEIRA *_*

Quase verdades inúteis.


Não beba.
Não Fume.
Não durma com qualquer um.

Mesmo se sua vontade for beber muito, fumar muito, e transar mais ainda. Segure seu instinto para satisfazer a Verdade Absoluta. A coerência poderá levar-te ao céu (ou a lugar algum). É bem mais confortável crer na existência de forças divinas e usá-las como motivo das suas limitações e fraquezas. É bem mais agradável não ouvir o julgamento ofensivo de uma sociedade infundada que interfere em cada atitude sua (sendo certa ou errada).

Talvez seja uma visão extremamente cética. Talvez seja uma simples visão libertária/anárquica/revolucionária exagerada. Quem sabe não é uma outra verdade absoluta que se forma aqui.

São infinitas verdades as quais nos movem. São tão contrárias e arredias que entram em colapso dentro das nossas mentes: se tornam verdades quase absolutas. Ou seja, dependendo do ângulo, qualquer verdade (ou mentira disfarçada) pode ser aceita, adorada e aclamada.

Então para que diabos as pessoas mantêm a preocupação de estarem corretas em seus atos e ideologias, se sempre haverá alguma verdade servindo como desculpa por qualquer erro? A grande sacada da vida, nessa confusão de certezas inabaláveis, é viver intensamente sem os limites de deuses falsos, falatórios apedrejadores e coerência incerta.

Quem inventa a verdade somos nós.

''amar, viver, cantar não será em vão'' - Rodrigo Lima

p.s: esse texto tá muito sem noção. Mas independente do resultado, os créditos são do Leo Brasil que me deu o tema ''Quase Verdades'' em uma de nossas viagens. (:

terça-feira, 14 de julho de 2009

Congelar.


vender almas ou congela-las ?


É preferível a perca de tempo em uma vida monótona e inútil que participar do grande comércio que cresce e deslancha em notas de dólares; o inimigo mortal: capitalismo. Compra e venda de almas imundas e fracas sedentas de algum conforto moral. É preferível assistir sentados sob os destroços o fim desgraçado do mundo, pois no mínimo não queimará no inferno por culpa.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Não traga mais do mesmo.


Ele queria viver. Independente do que estava ao seu redor e das pessoas que o criticam, ele precisar viver. Viver, na sua concepção, inclui beber, amar, comer alguém e tudo mais. Ele quer carne e só isso que faz ele acordar pela manhã ou sair pela madrugada escondido. Jhon é diferente, é essa a verdade.

Jhon não quer dinheiro, status e reputação. Sabe da existência de algo melhor... descobriu com o tempo e se senti privilegiado, pois a grande maioria das pessoas estão alienadas ao ponto de não enxergar as tais coisas quentes, coisas vivas, coisas que entram nos corpos como um demônio rasgando os músculos, que Jhon quer para si.

Ele espera da vida uma utópica liberdade de ir e vir, chances de se expor, de mostrar quem ele é, e que os outros possam se libertar também. As vezes ele reflete, e chega a esse ponto: Cada pessoa tem sua verdade, cada pessoa tem um mundo, logo cada ser tem a vida que almeja. Se ele gosta de viver loucamente, não necessariamente os outros devem viver do mesmo modo. Mas então ele parar e se pergunta: se cada um vive da maneira que lhe convém, porque ele não pode também? Porque ele não pode ser quem é? Porque o condenam, discriminam, apontam dedo? É esta a problemática; respeitar e não ser respeitado. Compreender e não ser compreendido. É questão de preconceito.

Isso machuca ao máximo. O mundo está contra Jhon e ele não baixa a cabeça. Ele não tem medo, pois como diz o ditado: ''quem não deve não teme''. Há dezenas de dificuldades reais que estão matando milhões e milhões de vidas, e esse problema existencial abstrato é mínimo. Só prejudica Jhon... Jhon é o único que sofre por querer ser real. Jhon morre aos poucos, já está sem forças de lutar contra a maré. Cansado ele segue... Ele quer sexo, drogas e rock 'n roll. Ele quer viver da maneira que acha correta e quer que todos entendam isso.


Estar aqui não basta. Ele quer sentir que está vivo, que está presente. Jhon quer viver.

''Eu não me importo se ninguém quiser me compreender'' - Expediente, Noção de Nada.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Faz parte do meu show.


Faz Parte Do Meu Show
Composição: Cazuza / Renato Ladeira

Te pego na escola e encho a tua bola com todo o meu amor
Te levo pra festa e testo o teu sexo com ar de professor
Faço promessas malucas tão curtas quanto um sonho bom
Se eu te escondo a verdade, baby, é pra te proteger da solidão
Faz parte do meu show
Faz parte do meu show, meu amor
Confundo as tuas coxas com as de outras moças
Te mostro toda a dor, Te faço um filho
Te dou outra vida pra te mostrar quem sou
Vago na lua deserta das pedras do Arpoador
Digo 'alô' ao inimigo
Encontro um abrigo no peito do meu traidor
Faz parte do meu show
Faz parte do meu show, meu amor
Invento desculpas, provoco uma briga, digo que não estou
Vivo num clip sem nexo,
Um pierrot retrocessomeio bossa nova e rock'n roll
Faz parte do meu show
Faz parte do meu show, meu amor
Meu amor, meu amor, meu amor

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Ciclos.


''Tem coisas que não vão sumir, você sabe.'' Nene Altrô sabia o que estava dizendo quando compôs a letra da música ''Ao que é bom nessa vida'', no mais recente CD. Existem coisas/pessoas/sensações que percorrem um longo caminho e mudam de aparência, mas não de essência. Por mais que lutas internas sejam travadas ao fim de romper a coerência e a certeza eterna, nada adianta. São ciclos naturais e inabaláveis. Sempre voltaremos ao mesmo ponto e tudo se repetirá.

Queremos despedaçar a história, é inevitável. Somos assim e fim.
Desejamos um lugar impossível de obter.
Precisamos desfazer-nos de algumas vidas para outras surgirem.
Isso dói, mas faz parte do jogo, no qual nunca ninguém vencerá, pois a vida é maior que nós.

sábado, 6 de junho de 2009

Mil Glórias.

Eu, o demônio em tua cama canto mil glórias.
Teu batom esconde segredos que só eu sei.
Mas só você, meu bem, me faz sentir que existe algo mais
Só você, meu bem, me que mal me quer bem demais.
Espera, que faz frio lá fora
E ainda assim, seca demais
O querer de teu pulsar, amor,a quem te satisfaz.
Teu amante, vim responder a tuas preces.
Teu corpo, pra abraçar quando escurece.
Teu escravo, teu demônio, teu estranho
Mais sincero a gritar que só você, meu bem, querer
Só você mal me quer bem demais.Mil glórias!
Eu, o demônio em tua cama
Roubo teu batom e a chama
Que te inflama me faz fogo então.
E se te afasto da razão e digo “é só amor”,
É porque sei que entre os deuses
Não existe o bom ou o mau,
O correto ou atrevido,e ninguém então é ferido.
Então cospe nesse olhar aflito
De quem te quer mais que um mito.



Dance of Days - Mil Glórias.
música dedicada ao I. B. (:

sábado, 30 de maio de 2009

Por que não falar de amor?


A única verdade absoluta é que não existe amor. A paixão fulminante, carinho, respeito e fidelidade podem existir, mas amor, aqueles de cinema, não há. Os motivos que levam uma pessoa a buscar um outro alguém nunca são puros o bastante.

A obra machadiana, intitulada de A Mão e a Luva analisa exatamente esse ponto do relacionamento a dois: o que seria o amor, qual sua utilidade e o que leva as pessoas ao matrimonio. O livro é um romance sóbrio onde as personagens deixam bem claro que esse sentimento idealizado a vida inteira é simplesmente a união de interesses, estabilidade financeira e necessidade.

Procuramos por alguém que nos dê um nome e segurança, gostar ou não é detalhe. O homem é incapaz de amar algo ou outro indivíduo. Me coloco mal; o homem ama sim. Ele ama seu ego e isso basta.

Conheço um casal que vive sob o mesmo teto a 15 anos. Casaram sem amar, tiveram filhos sem amar, construíram uma história seca sem amor e até hoje a situação perdura, sendo que são relativamente felizes. Então, deve ser citado também a relação de pais e filhos. Ama-se (supostamente) os filhos, mas quando se observa bem a representação filial nota-se o real significado. A prole é só mais um pedaço, o reflexo perfeito do espelho dos pais, logo faz parte do ego humano também.
O tal amor é um jogo divertido onde louvamos o status. Nascer com uma nuvem de individuialismo sobre a cabeça e morrer do mesmo modo; é essa a regra univesal. A verdade é que na vida nada é recíproco.


* a foto representa o egocentrismo.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Discriminar, humilhar, injustiçar.


Uma das coisas mais irritantes e dolorosas, no meu ponto de vista, é a humilhação. Qualquer tapa na cara dói, porém passa. Uma humilhação dói na alma e é remoída na memória por um longo tempo. É absurdo a submissão por falta de opção.

Tantas batalhas travadas, vitória sobre a Monarquia, queda da República da Espada, fim da República das Oligarquias (pelo menos aparentemente), revoltas internas, luta estudantil, por fim, houve (e ainda há) uma série de revoluções onde a massa manifesta seu valor, sendo que hoje somos obrigados a obedecer regras impostas por um governo falido, representantes hipócritas, necessitamos implorar assistência e informação, melhor dizer a piedade de poderosos que dormem tranquilos em suas mansões usufruindo da bondade da população. Bondade sim, pois somos nós, os tolos que votam nos tais. Somos nós que pagamos a vida de luxo deles.

Baixar a cabeça e humilhar-se. Ficar aos pés, pronto para acatar ordens. Sem direitos, sem condições de vida favoráveis, sem compreensão, sem opção, sem falar, sem pensar, sem querer. Lutamos por gerações e gerações com a finalidade de receber humilhação em troca.

Me parece que a acomodação geral virou uma regra também. A falta de comprometimento social é a base do problema, seguida da falta de caráter e responsabilidade dos três poderes. O tempo está correndo, as pessoas morrem pouco a pouco sem conhecer a felicidade ou no mínimo o papel de cidadão respeitado.

É assim que a vida está passando. Espero que possamos nos erguer e lutar pelos nossos ideais. Vencemos várias vezes, passos foram trilhados. Não podemos e nem devemos desistir dos direitos que possuímos. Não podemos desistir de nós mesmos. O poder real e digno sempre estará nas mãos dos sofredores.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Carpe diem!


Expressão em latim, escrita em "Odes" (I,11.8) do poeta romano Horácio.



''Carpe diem quam minimum credula postero. Tu ne quaesieris, scire nefas, quem mihi, quem tibi finem di dederint, Leuconoe, nec Babylonios temptaris numeros. ut melius, quidquid erit, pati. seu pluris hiemes seu tribuit Iuppiter ultimam, quae nunc oppositis debilitat pumicibus mare. Tyrrhenum: sapias, vina liques et spatio brevi spem longam reseces. dum loquimur, fugerit invida aetas: carpe diem quam minimum credula postero.''

''Colhe o dia, confia o mínimo no amanhã . Não perguntes, saber é proibido, o fim que os deuses
darão a mim ou a você, Leuconoe, com os adivinhos da Babilônia não brinque. É melhor apenas lidar com o que se cruza no seu caminho. Se muitos invernos Júpiter te dará ou se este é o último, que agora bate nas rochas da praia com as ondas do mar Tirreno: seja sábio, beba o seu vinho e para o curto prazo reescale as suas esperanças. Mesmo enquanto falamos, o tempo ciumento está fugindo de nós. Colhe o dia, confia o mínimo no amanhã.''



Confie o mínimo no amanhã.



Acredite nas possibilidades, não esqueça do poder que há em você e viva intensamente.

domingo, 17 de maio de 2009

bilhete de cinema.


Imagino o que pensarão sobre mim quando eu morrer. Todo dia reflito e tomo atitudes para que não descubram nada sobre o que fiz durante esses longos anos. Costumo escrever em códigos, largar mensagens pelos cantos, rasgo fotos, jogar no lixo as cartas... tudo com a finalidade de não deixar pistas sobre o que sou ou o que fiz. Nunca fui de encontro as leis e não tenho muito o que esconder. Porém detesto saber que um dia irão mexer no meu quarto e revirar minhas lembranças.

É muito incomodo apagar a metade da sua vida por não confiar em deixa-la aberta a todos; um dia. Guardo inúmeros bilhetes de cinemas, papéis de bombons, notas fiscais de lanches, cópias dos ingressos de shows... e sinto uma palpitação ao pensar que ''meus bens''estarão nas mãos dos familiares, dizendo:

- Como ela era infantil! guardava tantas bobagens... sempre foi um anjo!

(Independente da pessoa, quando esta vem a falecer, sempre vira um anjo. O maior bandido torna-se um anjo ao morrer no tiroteio). São tolices. E são a minha vida. São os recortes de jornais, pedaços de gente e migalhas de atenção que fazem minha suposta felicidade. Poderia trocar a palavra ''felicidade'' por ''dia-a-dia'', mas o que seria a felicidade se não viver o dia-a-dia ? Nesse caso, tornam-se sinônimos. É sempre assim: uma coisa liga a outra. Tudo vira sinônimo.

Ainda insisto em temer meus segredos revelados. Imaginem só, quando descobrirem minhas paixões platônicas e crises de identidade? Pensaram que sou louca, que tive uma vida de amarguras. Talvez seja isto. Quem sabe sou louca de pedra mesmo.

Talvez, talvez, talvez... amo possibilidades. Existe coisa melhor que a incerteza? Aquele frio na barriga, excitação, uma aventura a cada instante! Coisas definidas são irritantes, obsoletas... tão coerentes que ficam tolas. É pela incerteza que dedicamo-nos a estudar, trabalhar e amar. Eu estudo para garantir um futuro. Eu trabalho para garantir o sustento. Eu amo para ser amada. E isso é a vida; os recortes de jornais, os pedaços de gente e migalhas de atenção. Se a vida é essa incerteza óbvia e arcaica, diria até inventada;o que seria a morte, então? A paz eterna ? Poupe-me disso. Para que paz? quero queimar por toda eternidade. Preciso queimar para todo o sempre, na vida e na morte, sem esconder meus bilhetes de cinemas.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Machado de Assis.

(...) Flora pediu -lhe familiarmente o obséquio de uma definição mais desenvolvida. Aires sorriu e pegou na mão da mocinha, que estava de pé.

Foi só o tempo de inventar esta resposta:

- Inexplicável é o nome que podemos dar aos artistas que pintam sem acabar de pintar. Botam tinha, mais tinta, outra tinta, muita tinta, pouca tinta, nova tinta, e nunca lhes parece que a árvore é árvore, nem a choupana. Se trata então de gente, adeus. Por mais que os olhos da figura falem, sempre esses pintores cuidam que eles não dizem nada. E retocam com tanta paciência, que alguns morrem entre dous olhos, outros matam-se de desespero.

Flora achou a explicação obscura; e tu amiga minha leitora, se acaso és mais velha e mais fina que ela, pode ser que a não aches mais clara. Ele é que não acrescentou nada, para não ficar incluído entre os artistas daquela espécie.

Esaú e Jacó, M.A

sábado, 2 de maio de 2009

Parasitas.


A busca pela liberdade é incessante. Mas o que seria liberdade ? 


Sempre é necessário alguém por perto, limitando os passos. A dependência de viver em conjunto vai de encontro ao desejo anarquico que invade a cabeça humana desde o início dos tempos. Não existe liberdade completa.

Assim como um parasita que retira os meios para sua sobrevivência de um hospedeiro, o homem precisa de um outro organismo latente para sua existência fazer sentido. Outra semelhança entre um parasita e o homem é o fato de que ambos mantêm uma relação desarmônica com o ser pulsante. Uma relação com fins prejudiciais, sem exceção. Repito: não existe liberdade completa.

É fácil passar certo tempo sem o ''seu hospedeiro'', porém não é duradouro.


Mais cedo ou mais tarde a falta desse leva a loucura. Liberdade só existe a dois, pois há troca de energia real e significativa. Então chegamos em um ponto delicado: liberdade a dois pode sufocar.


Só o ''parasita humano'' sabe o que é melhor; uma liberdade solitária temporária ou uma liberdade a dois sufocante.

Eis aqui o dilema de inúmeros guerreiros quase libertos. É melhor morrer pela falta ou pelo excesso ?

domingo, 19 de abril de 2009

Mais do Machado.

'' Tinha a alma acima do destino. Era orgulhosa que chegava a fazer da inferioridade uma auréola; mas o orgulho não lhe derivava de inveja impotente ou de estéril ambição; era uma força, não um vício - era seu broquel de diamante - o que a preservava do mal, como o do anjo de Tasso defendia as cidades castas e santas.''
Iaiá Garcia - Machado de Assis, Cap. III

sábado, 18 de abril de 2009

De futuro em futuro. \õ

Pulsando. Pulsando mais forte. Pulsa. Pulsa. Parou. Pulsou de novo. Mais forte. Pulsar. Parar. Pulsou.Tenho a impressão que estou ficando louca de vez. Outro dia estava voltando para casa e pedindo a Deus ou sei lá quem me deu a vida e me guia, tira-la logo. Que me assaltassem ou que fosse atropelada, qualquer coisa servia, mas precisava ser rápido. Não quero sentir dor e não devo fazer ninguém sofrer vendo minha agonia por dias. Tenho tanto medo do que está por vir. Na realidade sou assim, insegura, boba, infantil e frágil. Talvez duvidosa, misteriosa... cambaleante. Só sei que não me entendo, me perco em mim e no futuro. Sendo que o futuro é o instante seguinte, me perco a cada minuto dentro de mim e pelo tempo. E ele corre, eu pulso, ele avança, eu paro e pulso de novo. Morro no passado, me refaço, curo feridas e sou outro ser. Um bicho, um andrógeno, um rico, uma gota d'água, uma árvore quase seca, uma rosa vermelha. Posso ser qualquer coisa nesse futuro que está chegando agora. Só sei que sempre serei assim, uma nova personalidade a cada futuro.

;*

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Querido +_+


Música tocando no pátio, ambiente cheio, tulmuto em todos os ângulos, minutos passando rápido. Depois desses longos dias sem vê-lo, encontrar aquele rosto plácido, por acaso, perdido entre os desordeiros amigos era um sinal de sorte. A música invadia minha alma com força e o brilho dos olhos do querido apavorava-me a cada milésimo de segundo. Ele não notou minha presença, porém fiquei a espiar cada gesto. Como pode existir alguém tão prestigioso ? tão fascinante! Cada movimento tinha exata precisão.
O Querido é poderoso desde seu nascimento. Envolve e chama a atenção, tem a dádiva de magnetizar mentes, atrair os corpos para si. Se me fosse permitido, passaria horas interpretando-o e descrevendo-o, entretanto seria fadigoso para o leitor. Querido tem como principal característica a perfeição. Houve um momento em que ele percebeu meu encanto, então fingi ler um livro, mas não sei disfarçar muito bem. Sou desajeitada por natureza. Talvez seja essa minha principal característica.
Achei melhor levantar e ir para a sala antes que enrubescesse, entretanto quando me ergui, o meu eterno querido estava à minha frente sorrindo aquele sorriso de anjo ou demônio que me atrai. Sorri também, meia desconfiada.
- Lendo o que ?
- Emily Bronte.
- Já li. Gosto muito.
- Estou relendo, só pra passar o tempo mesmo.
- Tenho um livro novo em casa. Se quiser emprestar-te-ei.
- Qual ?
- Verás. É um romance também. Lembro de ti, lendo.
Pronto. Corei. O meu lindo querido enfim demonstrava que enxergava-me. Acariciei-lhe o rosto, ele tomou minhas mãos tremulas e beijou-as. O sinal soou, todos começaram a se dirigir para as salas e nós ficamos a olhar um para o outro, sem movimento, sem respiração, sem sangue correndo.
- Precisamos ir - ele disse.
- Sim, eu sei.
- Tchau. Nos vemos depois.
Ele se foi levando de vez a minha alma ao som daquela música. Dias correram, sendo que essas trocas de palavras tornaram-se frequentes. Meu querido era mais meu que nunca. Nos amávamos reciprocamente mesmo sem toque, diálogos longos ou beijos. Era algo puro e único. Passei a viver para ele, com ele, dentro dele. Enfim encontrei a paz entregando minha alma, pela primeira vez,. Esses dias correram rapidamente. Nós crescemos, amadurecemos, chegamos ao ápice do amor e aqui estou eu, 550 anos depois de tudo isso, vivendo para ele, com ele, dentro dele na eternidade.
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terça-feira, 7 de abril de 2009

Legalização do aborto no Brasil




''Deus deu livre arbítrio.'' - E é a verdade. Fazemos tudo aquilo que nos convém. Aborto, no Brasil, só é assim considerado sendo feito nas primeiras 19 semanas após a última menstruação, depois é considerado como infanticídio e é julgado como tal; isto porque a medicina atual já pode manter o feto vivo fora da gestante com o auxílio de uma incubadora a partir da 19.º semana. Aborto é considerado como crime segundo a lei n.º 48/95 de 15 de Março de 1984, exceto em caso de estupro e quando não há meios de salvar a vida da mulher. Contrapartida, outros países (vale ressaltar, que na maioria são grandes potências como EUA, Canadá e Alemanha) é algo permitido.

Voltando ao quadro brasileiro, que mesmo agora como país desenvolvido (A ONU divulgou no novo ranking mundial de Índice de Desenvolvimento Humano,o Brasil com IDH de 0,80, o que nos faria entrar nesse grupo) enfrenta várias deficiências na educação, saúde, saneamento básico, e problemas entre as classes sociais, colocando assim em evidência a imensa parcela de cidadãos na miséria e com péssima qualidade de vida. Além disso, a inconsequência ou até mesmo irresponsabilidade da massa gera mais um grave problema: gravidez indesejada; levando ao aborto.

Sinceramente, a ''falta de informação para o povo'' é a pior desculpa que se pode dar. O governo faz campanha, investe em projetos, auxilia nos postos de saúde...enfim, até uma simples criança de 8 anos já sabe exatamente como se faz um bebê (culpa da banalização sexual, gente! hello!) e como podemos evitar uma gravidez e doenças. Logo, hoje mulheres só engravidam porque querem.

Porém, ninguém é perfeito e há tropeços nos caminhos... ainda existe aqueles (perdão pela expressão) idiotas que transam sem a menor preocupação com o parceiro; e até consigo mesmo. Supondo a situação onde transo sem camisinha, engravido e não QUERO ter esse filho devido a vários fatores: condições financeiras, onde não tenho como dar educação e qualidade de vida à essa criança; idade (focando assim, adolescentes, como eu); estrutura física e psicológica, e etc, porque não abortar ? o fato de simplesmente não QUERER te-lo já é argumento suficiente. EU N-Ã-O Q-U-E-R-O e devem respeitar e legalizar minha atitude. Obviamente, tenho que está de acordo com o meu parceiro, afinal não fiz sozinha. ¬¬' O que adianta a população crescer, sendo que uma parte significativa poderá, por falta de recursos, ir para o crime, tráfico, drogas, miséria, fome... e talvez seguir o meu caminho: irresponsabilidade ? a probabilidade de alguém viver bem nessas situações é mínima. E isso engloba vários defeitos na nossa sociedade e distribuição de renda, então querendo focar somente nos meu DIREITOS, voltemos ao aborto.

EU errei, EU não quero, Eu devo concertar meu erro da melhor forma que quiser, EU posso e tenho o direito de abortar! A intervenção da Igreja, nem deve ser citada. A Idade Média está para provar a quem quiser ver que a Igreja falha. Se ''prezar a vida'' é a tese deles, estou prezando pela minha. Tenho o direito de fazer o que bem entender com o meu corpo e minha geração. Sejamos a favor do aborto! Lutemos pelos nosso direitos.